Lusofonía II: un abrazo de Ondjaki para a Galiza

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Leo no Jornal de letras, artes e ideias (nº 932) un artigo de Ondjaki dunha páxina titulado “Um abraço para a Galiza”. Nel pode lerse:

“são gritos de alerta que a Galiza emite —vai emitindo— e mais nítidos não poderian ser, desde o modo que promove a Língua como nós a falamos e conhecemos, esta que deriva da deles, até que nos tratam e nos convidam incessantemente e sempre o fizeram, não só por nós, mas também pelo sentido afectivo —mas para quando o efectivo?— da Língua Portuguesa que nos une, nos entreabraça, nos morde, no alegra, nos faz discutir e ser felizes nessa irmandade linguística e que também exclui, mas porquê excluir?, por omissão, ou por descuido, ou por intenção, ou por falta de visão, ou por factores políticos, ou por esquecimento, ou por desafecto, ou pela distância, ou pela geografia circundante, ou por indelicadeza, ou por falta de solidariedade, porquê seguir excluindo a Galiza da Comunidade de Língua Portuguesa…?”.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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