Manifesto para uma lusofonia universal

Teño que agradecer a nota de Chrys Chrystello sobre a publicación do seu artigo n’O primeiro de janeiro, un auténtico alegato en favor do entendimento de todas as comunidades lusófonas para a preservación do noso ben común mais prezado, que na época das comuniciacións non pode ser outro que a capacidade real da comunicación directa: “Desconheço quando, como ou porquê se usou o termo pela primeira vez, mas quando cheguei da Austrália (a Portugal) fui desafiado pelo meu saudoso mentor, José Augusto Seabra, a fazer os Colóquios da Lusofonia. […] Desde então, ao contrário do mundo ocidental que confunde multiculturalismo com islamismo e outros ismos, tenho definido a minha versão de Lusofonia. Mas o que entendo como Lusofonia é aquilo que foi expresso ao longo destes últimos anos, em cada um dos Colóquios, e que abaixo resumo. Esta minha visão é das mais abrangentes possíveis, e visa incluir todos na Lusofonia que não tem de ser Lusofilia nem Lusografia e muito menos a Lusofolia que por vezes parece emanar da CPLP, e outras entidades. Se ao menos alguém quiser aceitar esta minha versão, muitas pontes se poderão construir onde hoje só existe má vontade e falsos cognatos.”

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

2 thoughts on “Manifesto para uma lusofonia universal

  1. José António Lozano

    Adiro (ainda que seja moralmente) a esta proposta de Chrys Chrystello. Parece-me positiva, abrangente e respeitosa. As más vontades e os falsos cognatos surgem provavelmente de que sempre há quem se obceque em defender uma parcela da sua verdade acima das outras. Estas pessoas ou facções no fundo põem grilhos nos pés a si próprios. É tempo de trabalhar em várias dimensões da experiência tecendo e reconstituindo um “ethos”, uma ética (que originariamente significa lugar, e só depois morada) nos empreendimentos comuns. As línguas como matrizes das diferentes famílias humanas deveriam fazer reflectir sobre a necessidade de conjuntar os esforços para uma compreensão comum dos problemas que nos está a pôr o planeta. Não há tempo para falsos cognatos e más vontades. Não, não há tempo.

  2. José António Lozano

    Adiro (ainda que seja moralmente) a esta proposta de Chrys Chrystello. Parece-me positiva, abrangente e respeitosa. As más vontades e os falsos cognatos surgem provavelmente de que sempre há quem se obceque em defender uma parcela da sua verdade acima das outras. Estas pessoas ou facções no fundo põem grilhos nos pés a si próprios. É tempo de trabalhar em várias dimensões da experiência tecendo e reconstituindo um “ethos”, uma ética (que originariamente significa lugar, e só depois morada) nos empreendimentos comuns. As línguas como matrizes das diferentes famílias humanas deveriam fazer reflectir sobre a necessidade de conjuntar os esforços para uma compreensão comum dos problemas que nos está a pôr o planeta. Não há tempo para falsos cognatos e más vontades. Não, não há tempo.

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