Poesía indispensábel na rede

O número 34 da revista dixital sèrieAlfa, con responsabilidade de Joan Navarro, ofrécenos baixo o título Una llum del nord [Quatre poetes gallecs] textos de catro poetas galegos: Olalla Cociña, Pedro Casteleiro, Modesto Fraga e Xavier Vásquez Freire. Do noso colaborador Pedro Casteleiro seleccionamos este polidísimo poema:

A casa vazia

Desde sempre me lembro da nossa casa vazia,
vejo-a ali, onde a pintei em pequeno, nossa
casa na enorme solidão da memória.
Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes,
nossa casa chorando ao norte dançando ao sul
como uma mulher que de repente vivesse
todas as idades
desde a manhã
até ao roxo entardecer do sangue.

Desde sempre desejei conhecer a nossa casa de vinho
desde sempre, no centro da colina, cantei à nossa casa,
nossa casa vazia no centro da memória.

Os poemas nesta revista ofrécense en varias linguas, para alén da orixinal. As versións francesas dos poemas de Pedro Casteleiro son de François Davó.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

2 thoughts on “Poesía indispensábel na rede

  1. Ramiro

    Gosto deste poema, caro Pedro. Aguardo partilhar o vinho oculto nessa casa, que também rememoro e sinto como destino próprio e universal.
    E também é de celebrar a festa da(s) palavra(s) que nessa página há. Festa da(s) palavra(s) e da(s) língua(s), a fertilizarem o nosso coração um tanto, digamos, sefardita.

  2. Ramiro

    Gosto deste poema, caro Pedro. Aguardo partilhar o vinho oculto nessa casa, que também rememoro e sinto como destino próprio e universal.
    E também é de celebrar a festa da(s) palavra(s) que nessa página há. Festa da(s) palavra(s) e da(s) língua(s), a fertilizarem o nosso coração um tanto, digamos, sefardita.

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