Entre a música e os signos da noite, por Tati Mancebo e Alfredo Ferreiro

Entre a música e os signos da noite
un vaivén que presente a mirada
do xaguar de luz que o medo espanta
e un baobá que asombra as pegadas.
Nada teño, tan só uns recordos de escaso valor
pechados na man que gardo no bolso,
unha lágrima seca e un acendedor,
unha trampa para moscas e os restos dun motor
esquecidos no peito.
Danzar é pecado se non hai máis opcións,
eis o sensentido de amar pecando
a rima abandonada nunha canción.
As pedras que comigo van no zapato
e procuran acougo no meu camiñar
serán lastro útil cando comece a voar.
Despídeme de quen consideres
que debe marchar.

Tati Mancebo / Alfredo Ferreiro

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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