Lusofonía XXI: onde fica o galego?

Nun contexto en que Portugal fai esforzos por acordar do seu sono económico tentando camiñar cando o Brasil sen preconceitos e por fin comeza a prestar atención á Galiza, como demostra o vídeo a seguir, o noso país ten que defenderse dos abutres de Madrid que veñen aniñando secularmente na Terra. Isto provoca que, en lugar de nos aproximarmos dunha lusofonía potencialmente regaleguizadora, continuemos a ollar o flanco castelán coa única hipótese de continuarmos a resistir. Así, encanto repomos a barricada do leste, secan as fontes interiores e desprezamos a auga dos alxibes do sul.

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Agradecemos ao amigo César Morán o camiño para o vídeo reproducido.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.