Milpedras, um espaço para a litografia

O passado mês de Maio abriu na Corunha um novo espaço, único em toda a península, para o trabalho com gravuras seguindo as técnicas litográficas: Milpedras. Guiado por um incansável ourive da beleza, Rubén Fenice, mostra todo um universo plástico, abrindo as perspectivas de todos os criadores para os livros de artista, a elaboração do papel, a tipografia, xilografia, litografia e a gravura em geral.
Conta já com um fundo importante de múltiplas obras que se podem visitar ali, e tem quase a ponto os cursos de formação, para além de podermos aventurar-nos nos mundos que chegam através dos seus enlaces, muitos deles desconhecidos para a imensa maioria do público.
Trás a inauguração, bem movida graças aos Rockers e à que acudiu gente mui diversa, desde o poeta e tradutor Xoán Abeleira até a grande artista mexicana Elizabeth Ross, queda livre o caminho para confluir as diferentes maneiras de criação cultural e artística: é expresso desejo de Milpedras assentar-se num cruzamento permanente dessas linhas que parecem muitas vezes dissentir mais do que dialogarem livremente num encontro que, achamos, é consubstancial à sua própria existência, ou o que é o mesmo, à nossa própria vida.
Só queda parabenizar ao Rubén, desejar-lhe o melhor e propor-lhe a quem leia isto um passeio por este lugar onde libertar, através dos olhos e das mãos, a sua parte mais criativa.

Ramiro Torres

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

2 thoughts on “Milpedras, um espaço para a litografia

  1. françois davo

    Pois si, parabéns a Rubén por ofertar ese espazo e darnos un horizonte de encontros creativos, e parabéns ao Ramiro pola súa divulgación.

  2. Casteleiro

    Parabéns a Rubén e a todo o pessoal implicado neste projeto tão interessante, tão “vivo”. Envio-vos os meus melhores desejos e o meu apoio, amigos.

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