A queda da língua acarreta a queda do sistema literário

Delegação da AELG. Fonte: Sermos Galiza

«[…] “Os bos froitos da situación actual da literatura no nivel creativo ´-á altura de calquera literatura Europea- son resultado de vinte ou trinta anos dun proceso que se foi conseguindo mais que agora se está a derrubar. A consecuencia do retroceso da lingua galega no ensino conlevará unha perda de lectores que afectará tamén na produción literaria e editorial”, sinala o presidente da AELG [Cesáreo Sánchez Iglesias]. Comparte tamén a aclaración da avogada e escritora Ledicia Costas que defendeu que o concepto de profesional non está, no noso caso, vinculado a vivir da escrita, o que practicamente non é posíbel, senón á propia consideración e dedicación profesional á literatura.

“En vinte anos haberá menos escritores, menos lectores e, polo tanto, menos posibilidades de profesionalización. Esta situación nosa contrasta cos avances en Euskadi e Catalunya”, destaca Cesáreo Sánchez Iglesias […]».

Infelizmente, de seguirmos assim em dez anos quase não restarão livrarias nem editoras em galego e a escassíssima presença da literatura galega (se comparada com a sua qualidade) não terá motivos para denunciar sua rara visibilidade nos média.

{Ler mais em “A profesionalización afástase na literatura galega” – Sermos Galiza}

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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