Nuno Viegas (fotografia), Ramiro Torres (poema) e Deslize (música), com João Sousa e Hélder Azinheirinha

Nuno Viegas fotoEsta foto provém de O Pára-quedas de Ícaro, de Nuno Mangas-Viegas.

O mundo divide-se em
pequenas fendas iluminadas
desde dentro por um mesmo
animal subterrâneo, como
uma brancura súbita nascendo
no centro do olho ao começo
da noite que sangra entre
as pálpebras e o insólito.
Somos músicas desterradas,
ilhas fulgurando nas mãos
estranhas a qualquer tacto,
caminho desfazendo-se aos
nossos pés até ser cosmografia
de um universo recriado como
nomes dançantes na espiral
de uma ingravidez absoluta.

{Grupo Surrealista Galego}

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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