Transfusión oceánica, de Xosé Iglesias

Transfusion oceánica, de Xosé Iglesias 250O mar é um universo onde tudo acontece, mesmo aquilo que semelha acontecer em terra. É princípio, meio e fim do que existe, porque o trabalho do marinheiro é tão intenso que o seu caminhar em terra tão só se entende como ausência de mar.
Transfusión oceánica é a obra poética de quem, sem deixar de ser um humilde marinheiro perante as forças incomensuráveis das ondas salgadas, é também um capitão que anseia dirigir a dança do oceano. São versos que nos oferecem à vez a épica do lavor diário e a poética de uma balança que abala entre os frutos da subsistência e o abraço espumoso da morte. Uma percurso trágico que, graças à sensibilidade e à experiência real de Xosé Iglesias, só podia chegar a bom porto.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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