Tertulia con Chelo Suárez

No pasado día 27 de abril de 2015 tivemos a honra de contar coa presenza da escritora Chelo Suárez Muíños. De primeira man contounos o seu proceso creativo e o nacemento da súa obra Os milagres de Cristamar, de inspiración coruñesa.

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Fim de semana memorável

Há várias semanas que aconteceu, mas a lembrança de um fim de semana pleno de arte é algo que permanece no meu íntimo e se rebela a ficar sem crónica, por humilde que for. Em primeiro, foi a atuação de Santiago Auserón na Corunha, no contexto de um evento da Fund. Luis Seoane, organizado por Yolanda Castaño, 10 abril. A mestria do cantor-poeta não deixou indiferente o pessoal, por muito que, como eu, experimentasse mais um repetido prazer ao ouvir letras tão bem compostas, músicas em que tão bem harmonizam a tradição e a fusão atual e comentários teórico-práticos tão amenos e reveladores. A continuação do Grã Cão do rock-pop espanhol, veu a vez de Maria Lado e Lucia Aldao. Era de pressupor que uma parte do público tinha acudido atraído pela fama de Auserón, mas o que se puido comprovar é que, depois de o público decidir ao completo permanecer na sala, todos desfrutaram com o espectáculo poético-musical de AldaoLado. Efectivamente, das aproximadamente trescentas pessoas que ali estavam ninguém deixou de rir e aplaudir as interpretacións musicais, as canções, os poemas e as piscadelas humorísticas sobre o sistema literário. Foi, sem dúvida, um evento catártico que manteve o público atento, ativo e satisfeito durante mais de três horas. Sem dúvida algo que também temos de agradecer à direção da Fundação, pela sua sensibilidade à hora de aceitar propostas híbridas à vez tão lúdicas e de altura.

Em Arteijo, no Café Melandrainas, no dia seguinte (11 de abril), assistimos a um recital meigo como poucos. Fazendo parte do ciclo que organiza Ramiro Vidal Alvarinho sob o título “Versos no pentagrama”, o programa incluía guitarra clássica e recital poético. Em primeiro foi a vez de Isabel Rei, que nos deliciou com sua arte interpretativa, sua sensibilidade à hora de escolher um repertório compostos de temas tradicionais galegos e clássicos lusófonos, para além das suas interessantes notas sobre a história e características das diversas composições. Intercalando as intervenções, quatro poetas nos ofereceram seus melhores versos, entre eles e elas boas amizades e plumas de contrastado mérito: Mário Herrero, Verónica Martínez, Alberte Momám e Maria Castelo. E tudo isto sem sair de Arteijo. E tudo isto apesar dos gobernos nacioanalfabetocatólicos que padecemos nos dous concelhos! Sim, definitivamente há esperança.

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Texto colectivo: cadáver exquisito 2

Los peores sueños caminan por la vida en el huerto ocre y seco As árbores florecen e aman desesperadamente cazos e sarténs irisadas Las naranjas verdeaban: huele y deshuele sobresaliente amanecer Pestanas ao vento sabían a morte subidas a unha figueira Medias naranjas racanean acompasadamente cantando desesperadamente As serpes voadoras machucaban a herba: tempo de lectura

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Tertulia con Xabier P. Docampo

O luns 13 de abril contamos coa presenza de Xabier P. DoCampo, escritor ben coñecido que reside na nosa cidade. Grazas á súa amabilidade e ao interese que ten por coñecer os seus lectores tivemos a oportunidade de discutir con el abondosas cuestións sobre O libro das viaxes imaxinarias, da súa autoría en colaboración con o ilustrados Xosé Cobas, así como sobre a obra que lle serviu de inspiración, As cidades invisíveis, de Italo Calvino. Describiunos o seu proceso creativo, o plano de traballo da obra en cuestión e mesmo a conversa se dilatou con temas como o sentido gnóstico das viaxes, a morriña do emigrante e as grandes referencias universais sobre a literatura de viaxes. Ficamos moi agradecidos e satisfeitos coa súa visita ao noso obradoiro.

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Deixounos Herberto Helder

No pasado 23 de marzo faleceu Herberto Helder, un dos poetas ao que lle dedicamos parte do curso pasado. Na revista Palavra comum un grupo de poetas galegos, admiradores do madeirense, fixéronlle a sentida homenaxe que podedes ler aquí.

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Dende o azul 24

O melhor de convidar a jantar boas e agradecidas artistas como Inma Doval é a sensação de ter feito, nestes tempos tão miseráveis, um bom negócio. O da quinta passada já tem marco, um muito antigo feito pelo meu avô, um homem que partiu das terras de Trás-Deça nos anos quarenta para trabalhar como carpinteiro na Corunha; participou na construção do Hotel Embajador, hoje Deputación da Coruña, e afinal remorfou-se como trabalhador da fábrica de armas da cidade.

A obra intitula-se Dende o azul 24. É um óleo de motivos vegetais com um cromatismo sóbrio mas muito contrastado. Gosto dessa floresta sanguina que se confunde na névoa.

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A propósito de Sefer Sefarad

Artigo de Alfredo Ferreiro sobre a obra poética Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro (Azeta Edicións). […]

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