Dende o azul 24

Dende o azul 24_InmaDovalO melhor de convidar a jantar boas e agradecidas artistas como Inma Doval é a sensação de ter feito, nestes tempos tão miseráveis, um bom negócio. O da quinta passada já tem marco, um muito antigo feito pelo meu avô, um homem que partiu das terras de Trás-Deça nos anos quarenta para trabalhar como carpinteiro na Corunha; participou na construção do Hotel Embajador, hoje Deputación da Coruña, e afinal remorfou-se como trabalhador da fábrica de armas da cidade.

A obra intitula-se Dende o azul 24. É um óleo de motivos vegetais com um cromatismo sóbrio mas muito contrastado. Gosto dessa floresta sanguina que se confunde na névoa.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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