Duas noites de música tribalista com Uxía, Narf e Santiago Auserón Trío

No último fim de semana do mês de Julho, antes e depois da festa nacional que sempre celebrei como exaltação das tradições galegas e das raízes labregas da família, tive a honra de ouvir e me encontrar com três dos cantores vivos que mais admiro. Uma honra, aliás, que jamais tinha suspeitado na juventude nos meus melhores desejos para o futuro.

Uma honra multiplicada, vou dizer, até porque estas três potências da arte melódica atuárom muito concertadamente em dous inolvidáveis concertos, fazendo gala do mais puro espírito tribalista, que é aquele com que felizmente as mouras ocultas dos nossos castros nos iluminam quando o talento e a fraternidade se unem para converter um ato colectivo em intransmissível experiência individual.

Não podo contar muita cousa que sentim nestes dous dias. Talvez a minha gratidão sincera aos amigos por ter repartido tanta arte de modo tão generoso e magistral. Agradeci também abraçar o mestre Joan Vinyals e conhecer os geniais Budiño e Gabriel Amarant, para além dos já para mim imprescindíveis Rosa Bugallo e Marcelo DoBode. E a Miguel, gerente do Náutico de Sto. Vicente do Mar, vaia a minha gratidão mais profunda pola sua hospitalidade.

Ofereço aqui os dous vídeos que fum capaz de gravar com o telefone.

 

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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