I Simpósio da “Asociación Galega da Crítica”

Simposio Asociacion Galega da Critica

Armando Requeixo, Carlos Quiroga, Moncho Lemos e Isabel Mociño

A Asociación Galega da Crítica celebrou nos dias 27 e 28 de novembro o seu primeiro Simposio. No primeiro dia, em que me coubo a honra de apresentar a nossa Palavra Comum, constatou-se o valor que o trabalho crítico em suas muitas variedades tem (crítica académica, jornalismo cultural, resenhas em magazines e suplementos, prefácios, apresentações públicas, etc.) para a divulgação da literatura em geral e da infantojuvenil em particular, para o teatro, o cinema e a arte, assim como os inúmeros obstáculos que hoje sofre na hora de tentar sair à palestra.

Houvo também oportunidade de refletir sobre certas incompatibilidades que não são de recibo para dignamente defender o setor: os casos de profissionais da crítica com vínculos evidentes a determinadas chancelas editoriais e outros casos em que relações económicas diretas ou indiretas dos críticos com a indústria convertem em incerta a objetividade na valorização de certos títulos. Chegados a este ponto, teorizou-se sobre esta “objetividade” e conclui-se que na realidade constitui um procedimento argumentativo lógico ou aceitável para apresentar uma inescusável subjetividade.

Lamentou-se, do princípio ao fim, a falta de respeito e valorização do trabalho crítico nuns meios tradicionais que, se nunca fórom amáveis com a profissão, agora oferecem menos espaço e tempo que nunca para a cultura e a crítica, sendo esta última reclamada unicamente quando um produto cultural passa a ser publicitado, fato que acontece desde que os jornais estão mais ocupados como o anunciante do que com o leitor.

A Asociación Galega da Crítica fundou-se em fevereiro deste ano depois de ter aprimorado seus objetivos e procedimentos no seio da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega, que a tinha albergado de partida. É preciso, portanto, saudar a iniciativa e desejar-lhe uma consolidação que contribua para o melhor desenvolvimento do seu lavor.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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