Fotografia da performance e promoção do romance Ostrácia, de Teresa Moure

“Ostrácia é um não território”

Fotografia da performance e promoção do romance Ostrácia, de Teresa Moure

Inessa Armand (Teresa Moure) e Lenine (Suso Sanmartin) apresentando Ostrácia no Culturgal

Na sequência da promoção do romance Ostrácia, de Teresa Moure (Através Editora) no contexto do Culturgal 2015. Fotografia a partir de fotograma do vídeo de Alfredo Ferreiro.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

One thought on ““Ostrácia é um não território”

  1. ranhadoiro

    Ostrácia não é um território, é um refúgio interior, onde há muita gente encerrada. Teresa Moure com Ostrácia da passos para ela sair da sua Ostrácia
    A Teresa Moure não tem sangue nas veias, é uma pândega bacana, e a ela pelas veias corre-lhe letra, muita letra, e quando as abre, quando faz doação do seu sangue para as nossas reservas de sobrevivência nacional, eis que jorra literatura…
    Porém a outra cousa que tem a condenada essa da Teresa Moure, é muito amor, o amor transpira em toda ela, e não há desodorante para isso, e claro a sua literatura inçada de esse amar converte-se em militante, ela é toda uma militante dum sweet agit-prop nacional inabalável; e as vezes o amor faz dano não a quem o recebe -todos nós abençoados por isso-, se não a quem o dá, ao não receber de volta todo o que se aguarda, pois uma fica exaurida se não recebe a compensação necessária para encher o saco, a sua sacolinha do amor, e claro, tem de refugiar-se na sua ostrácia.
    Menos mal que a sua ostrácia tem tangentes que permitem-nos a todos e todas, encerrados no círculo sem saída, entupir as ventas com os seus eflúvios, e se a amarmos como é merecente, vai ganhar o país. ela, e a literatura, pois a tangente seria uma espiral e nós não mais iamos lá estar atrancados
    Leiam Teresa Moure, paga a pena

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