Lusofonia XXV: “Un secador, unhas pinturas e unhas bolsas de té”

Santiago Jaureguizar: «[…] En Ferrol […] propuxeron á Real Academia Galega que dedique o Día das Letras 2017 a Carvalho Calero. Teñen moral, si. Sería bonito que a RAG deixe de tratar ao reintegracionistas como se fosen un partida de sediciosos do carlismo. Na rúa das Tabernas deben asumir que son os defensores máis íntegros e sacrificados do galego e que, se o noso idioma tivese un futuro —que non ten—, estaría máis cerca do portugués que do español. […]».

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Finalizando o prazo para o Certame de Narracións Breves Manuel Murguía

logo Certame de Narracións Breves Manuel MurguíaPara aquel@s interesad@s na narración breve en galego, lémbrovos que o 29 de febreiro finaliza o prazo para enviar ao Certame de Narracións Breves Manuel Murguía chega ao cabo. Este prestixioso certame, que despois de 25 anos de andaina me coubo a honra de coordinar, ten un ano máis as mellores expectativas na creatividade literaria do país.

Para quen non coñeza aínda as BASES, o Concello de Arteixo dispuxo unha páxina en que se detalla todo o necesario para participar, para alén de facer cumprida referencia ás persoas que neste primeiro cuarto de século gañaron, foron finalistas, xulgaron, organizaron, premiaron e colaboraron de diversos modos co Certame.

E por se alguén aínda non reparou, este é un dos premios que na Galiza respecta a normativa do texto, calquera que sexa. Porque a tolerancia gráfica permite a liberdade creativa, e a liberdade creativa é campo aberto para a inspiración.

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“Visão do médium” e nova recrudescida visão

VISÃO DO MÉDIUM

Escrever um poema deve ser um dilúvio que agoniza,
Que aperta com violência o coração contra si.
Que sufoca até o limite.
Como a imagem do mar no horizonte.

Versos fatídicos (1994-2010) [Edicións Positivas, 2011]

Versos Fatídicos, por Alfredo Ferreiro (Positivas, 2011)Há dous dias que o editor Manuel Bragado relembrou este meu poema na sua versão de 2011, publicado numa linda edição da Positivas tão genialmente enfeitado com as ilustrações de Alberto Esperante. O poema fora inicialmente publicado na versão que aqui amostro e que, muito mais humildemente, tinha sido publicado em 1995 em edição dos autores polo nosso ativo e inspirado grupo poético da Corunha. Na altura duzentos exemplares foram enviados a bibliotecas, escritores e críticos, mas as respostas, sem falar se boas se más, foram meia dúzia, mais menos. Entre elas, uma muito cara e exótica: a que viu da pluma de Gabriel Nascente, poeta da Goiânia.

Vinte anos passárom e a reflexão torna-se necessária: Fomos considerados maus poetas ou escritores “anti-sistema”? Logrou o “sistema”, com aquela política cultural, evitar o abandono da língua da Galiza? Serve para algo —algo como uma maior divulgação nos meios ou uma maior atenção da crítica— publicar em versões mais institucionalizadas da língua? Têm qualquer futuro essas versões mais institucionalizadas num país em que a cultura se converte, contra o que as leis ditam, na maior órfã da sociedade a quem serve com maior respeito e amor que nenhuma outra indústria?

Obrigado a ti, Manolo, pola tua atenção. Mas a tod@s digo que, com certeza, o “sistema” nem paga nem respeita o esforço de uma sincera vontade artística. Embora com bágoas nos olhos a causa de pensar em mais uma ocasião perdida, no dia do seu passamento não porei os sapatos nem tirarei o roupão para sair. Também não espero já que os meus coetâneos lamentem a minha ausência no espaço público. É por não ter eu amigos? Não, e por morar numa sociedade já quase inane com uma intelectualidade esclerotizada.

7 Poetas por Gabriel NascenteEu tinha há vinte anos uma visão da cultura galega muito crítica. Devia esta sair urgentemente dos velhos parâmetros culturais (recomendo a leitura que da década de 70 já fazia o Xavier Alcalá e que recentemente revisou em Tertúlia revisitada), sintetizáveis numa estratégia de resistência para uma cultura ainda viva na inércia popular. Passado este tempo, em que me abri a muitas perspetivas no caminho da maturidade, em que me mostrei mais participativo e muito menos revoltado, concluo que a cultura está adoecida do mesmo mal e que aquela perspetiva minha, jovem, ousada e não claudicante era apropriada. E que hoje, mais que nunca, é necessária.

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No reino de Dinamarca

Há poucos dias escrevia eu neste jornal que @s escritor@s calavam. Calavam na altura e continuam a calar, na maioria dos casos, perante acontecimentos de flagrante injustiça no terreno da cultura, espaço que el@s alimentam e polo que, antes do que por outro, devem é luitar. A língua do país é repudiada nos programas escolares, o livro é abandonado na trovoada da crise sectorial, a AELG recebe apenas esmolas enquanto é acossada pola burocracia caprichosa e o olho permanentemente ameaçador da administração; ao tempo, os “chiringuitos” ou feudos dos amigos dos gobernantes florescem nesta procela sem dar contas a ninguém, há quem diz mesmo que sem seguir os procedimentos básicos de organização, sem dar contas periodicamente aos membros e sem cumprir com os requisitos mínimos a que obrigam por norma os apoios das administrações (cfr. neste mesm o jornal: “Política Lingüística promociona un concurso de relatos no que só se pode participar en castelán“). É dizer, que muit@s escritor@s continuam a calar enquanto a justiça social, a democracia e o compromisso com o país anelado durante a ditadura e pretensamente sementado nos seguintes quarenta anos se esfarela nas nossas mãos.

Por isso é preciso dizer que algo há de podre neste reino de Dinamarca. E não vou acusar, como também não figem antes, organizações a que nem pertenço e, caso continuem com práticas antidemocráticas e se calhar ilegais, a que não desejo pertencer. Mas o que admira é esta passividade generalizada e tamanha, a conivência com práticas autoritárias e personalistas que não há tanto chamaríamos de caciquistas. E traz-me à memória esta perene palavra as motivações do poeta Manuel António à hora do seu abandono da Irmandade Nacionalista da Corunha (com todos os méritos que desta e doutras Irmandades este ano deveríamos relembrar): eram burgueses de mais para ele porque impediam o progresso social que só podia vir da “eliminação do mandinho”, essa figura do senhor que devia ser já obsoleta, aquele que atua como sendo proprietário dos rec ursos públicos e a quem alguns prestam homenagem e se subjugam para a concessão de dádivas e privilégios.

Não se trata, também não, de acusar pessoas com nomes e apelidos de se terem comportado indignamente, nem de acusar umas de terem voltado os olhos quando isto acontecia perto de si, nem outras de terem amparado com seu meritório trabalho e sua vontade de concórdia práticas aberrantes que contribuem a destruir o humilde tecido cultural que durante lustros sem conta os corações mais generosos e inspirados do país fôrom erguendo. Trata-se de refletirmos e apoiarmos com urgência aquilo que a Terra precisa, é dizer, a democracia, a transparência e amor polo que é comum a todos @s galeg@s, para além dos gostos ou preferências de cada um.

{Praza Pública}

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“Os nosos escritores coñecen outras gastronomías”

Galipedia (2009)Santiago Jaureguizar: «[…] Unha noite de néboa camiñaba por Santiago. Para ver Eyes wide shut nun cinema tivera que desprazarme dende Lugo á capital. Cruzaba Praterías en dirección ao aparcadoiro, cando se me atravesou unha figura alta vestida de negro, cun sombreiro milanés do século XVIII e a cara escondida por unha máscara de antroido veneciano tan cursi como todas as máscaras venecianas. O intruso anuncioume: «Imos convidalo a entrar no Pen Club. As intrucións están neste sobre, pero non o abra ata chegar a Lugo».
Eyes wide shut é un suxestivo filme de Stanley Kubrick, un director que pasou á historia por 2001. Unha odisea no espazo, unha película capaz de ralentizar unha dixestión. Pero non lembrei o acontecido en Praterías por ese filme, senón polo blog O Levantador de Minas, de Alfredo Ferreiro. As persoas intelixentes e que transpiran lecturas, como Alfredo, fascínanme tanto como os aparecidos ou as sociedades clandestinas. O pasado luns linlle a entrada Por que calamos @s escritor@s? a respecto do Congreso Internacional de Escritores que está preparando o Pen Galicia en Ourense para outubro.
A Ferreiro espértalle pouco entusiamo o Pen galego. Escribiu que «polo que teño ouvido, son menos de cen membros, mais non coñezo ningún sitio onde poder consultalo na web. É,polo que parece, un clube moi apoiado institucionalmente, mais de funcionamento opaco e caprichoso». Buf! Gústame esta valentía. Non podo dicir se concordo porque ignoro a oferta de actividades e tarxetas de descontos que ten o Pen Club.
Érase unha vez nun país lonxano que un señor escuro con sombreiro milanés, como os que saen en Eyes wide shut, deume un sobre para facerme membro. Metíno nun exemplar de Myron, de Gore Vidal en Grijalbo. Levábao na man e debeu de esvarar entre as páxinas de camiño ao aparcadoiro de Xoán XXIII, onde tiña o coche, ou foi unha ensoñación tras saír do cinema en Compostela. A descrición do Pen Galicia como organización penumbrosa animoume a pedir novamente o formulario, aínda que advirte Alberto Ferreiro de que é «un club selecto no que soamente se entra por convite dunha elite de socios».
Leo nese mesmo artigo de O Levantador que a Asociación de Escritores en Lingua Galega (AELG) caracterizase polo «asamblearismo» e a «transparencia». Nada máis soporífero que un club ao que pode pertencer calquera e que informa de cada actividade que fai. Tan aburrido como 2001, unha odisea no espazo. Fun socio da AELG e coñecer as súas actividades alentoume a deixar de selo.

[…] O mércores informeime de que imos enviar unha remesa de 25 escritores á Feira Internacional do Libro de Bos Aires, que estará dedicada a Santiago de Compostela. Paréceme gratificante mandar os nosos autores a coñecer sabrosas gastronomías e participar en exultantes xogos florais. Os lectores bonaerenses formarán longas colas de lagartixa para conseguir libros en galego dedicados polos nosas figuras literarias. Con todo, non deixo de preguntarme —e de preguntar a Anxo Lorenzo— se unha oficina de tradución non sería máis eficaz para internacionalizar a nosa literatura.

[…] Cando había dous partidos compartindo San Caetano, os socios do Pen queixábanse en privado da «comprensión institucional» que recibía a AELG. A diverxencia entre o Pen e a AELG ten as trazas de Vella Política e Nova Política; entre organización de cadros e organización de masas, que dicíamos nos 80. En ambos os modelos hai unha elite dominante coa inercia para permanecer; como en calquera actividade humana, nada excepcional nin indignante.
Os dez debates que mantiveron Gore Vidal e William Buckley soamente lles permitiron chegar a un acordo: odiábanse. O rancor duroulles en vida e no alén. Cando morreu Buckley, en 2008, Vidal despediuno escribindo que desexaba que ardese no «inferno», pero confesaba que a chegada do seu rival farío «un lugar máis divertido». A ningún dos dous lles faltaba o sentido do humor, unha virtude tan ausente nas nosas elites intelectuais.»

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“A directiva do Pen Club de Galicia pecha o prazo de presentación de candidaturas á súa renovación sen facilitar o listado de socios”

Pen Club de Galicia

«LD / A directiva do Pen Club de Galicia, centro galego do Pen Clube Internacional, pechará o luns ás doce do mediodía o prazo para presentar candidaturas á executiva da asociación sen facilitar aos membros da organización o listado de socios. De tal xeito, a actual directiva, que preside o poeta Luis González Tosar, poderá presentar una única lista sen oposición algunha.

Varios membros do clube dirixíronse á presidencia para solicitar o listado de asociados e poder así conformar unha candidatura alternativa, denunciando que é a primeira vez que se celebran eleccións en máis de vinte anos cando os estatutos do clube establecen que debe habelas cada catro anos.

A directiva actual ten como secretario a Armando Requeixo, e na dirección da rama galega do Pen figura Xavier Castro. A sede do organismo está na Casa da Parra, en Santiago, nun inmoble propiedade da Xunta de Galicia ao que foi enviado un burofax esixindo o listado de socios, que foi rexeitado por dúas veces. Os membros discrepantes consultados por La Duda insisten en que adoptarán as medidas legais oportunas para impugnar un proceso electoral que consideran “ilegal” […]».

Ler mais em: A directiva do Pen Club de Galicia pecha o prazo de presentación de candidaturas á súa renovación sen facilitar o listado de socios – La Duda

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Liberdade, do Grupo Surrealista Galego

Liberdade, caixa de artistas ou objeto-livro criado polo Grupo Surrealista Galego e produzido artesanalmente por Manchea a partir da versão galega do poema homónimo de Paul Eluard, realizada por Xoán Abeleira. Com gravuras de Alba Torres, Ana Zapata, Alfredo Ferreiro, Laura Sánchez e Tono Galán.

À venda aqui. Contato: Laura Sánchez e Tono Galán: mailsamanchea@gmail.com.

Nota: A foto acima foi tirada na apresentação do Natal de 2015, em que os aviões da Liberdade voárom de novo.

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6 poemas 6. Homenaxe a Federico García Lorca

6 poemas 6 Homenaxe GarciaLorca 2015Foi um prazer colaborar neste livro coletivo de homenagem ao génio de Federico García Lorca, homem que provavelmente não hesitou quando seus amigos do “proto-lobby gay galego”, Ernesto Guerra da Cal e Eduardo Blanco Amor, se calhar lhe propugérom honrar a língua galega assinando uns poemas em vernáculo noroestino. Não duvido que os poemas são seus, como assim que a língua deveu ser composta polos amigos. Tanto fai, isso não resta valor ao gesto fraternal ibérico nem à musa do poeta, nesta ocasião suplantada por uma moura ancestral galaica vestida com o fato há longo tempo tradicional da Santa que diz que pariu Jesus de Nazaré para lembrar-nos que o amor é o ouro autêntico. Ai, meu Jesus, que pouco cristianismo há entre todos os que hoje erguem a cruz com falsa devoção e verdadeiro autoritarismo!

Há quem afirma que na altura do acordo poético o Federico visitava um namorado galego. Passados muitos anos, o Ernesto Guerra da Cal foi perguntado polos encontros e desencontros amorosos daqueles anos e ele, digno e respeitoso, não quis contar nada. Isso é que devemos saber desses assuntos, nada salvo que os três amigos foram escritores e intelectuais de vulto que sempre convém reler e homenagear. Porque não imos interpretar a literatura através fontes históricas, não é?; isso seria fazer aquilo que Vítor Manuel Aguiar e Silva denomina “crítica hidráulica”, e não é algo sério. […] Ler mais

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