Santiago de Compostela, convidada de honra na Feira de Buenos Aires

Santiago de Compostela, convidada de honra na Feira de Buenos Aires: vídeo oficial da Feria Internacional del libro de Buenos Aires 2016.

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Vencedores no Certame literário de Arteijo

a garza insomne 2016 certame manuel murguia 250px«Os prémios conhecêrom-se durante a cerimónia celebrada durante a noite de ontem, 13 de maio às 19:30 hs no Centro Cívico do Concelho de Arteijo. Durante o ato de entrega, que foi comandado polo professor e escritor Henrique Rabunhal, o novo coordenador do certame, Alfredo Ferreiro, apresentou o volume A garza insomne, que recolhe os nove relatos finalistas das  anteriores três edições, e sobre o que valorizou “a colaboração do fotógrafo Xacobe Meléndrez, cuja garça real preside a portada do livro; e também o trabalho esmerado e rigorosamente profissional de Galáxia, editora que nos honra colocando o nosso livro na sua coleção literária principal, fato que assegura a sua máxima divulgação”. O escritor Xavier Alcalá interveio em representação da editorial e confirmou o interesse de Galáxia em apoiar os criadores e as criadoras dentro e fora do país, para o que está empenhada na atualidade na sua modernização e internacionalização, nomeadamente nos mercados hispanófono e lusófono.

A continuação o coordenador leu a ata do júri, composto polos escritores Teresa Moure Pereiro, Marcos Sánchez Calveiro, Antonio Piñeiro Fernández (vencedor na 24ª edição) e Alfredo Ferreiro (coordenador que assistiu como secretário, com voz e sem voto), em que se revelava que  tinham decidido por unanimidade os três prémios dos finalistas:

1º Prémio, com 4.000 € e a publicação da obra, para o relato “Hai patios de luces tristes”, de Diego Giráldez;
2º Prémio, com 500 € e a publicação da obra, para o relato “O mérito da chuva”, de Carlos Quiroga;
3º Prémio, com 300 € e a publicação da obra, para o relato “A aranha de Sidney”, de José António Lozano.

grupo 4 jazzO evento contou com a atuação musical do grupo 4 jazz, que interpretou temas com letra de Manuel Maria assim como outros dos cânones líricos galego, português e brasileiro.

A velada tinha começado com a plantação de uma árvore comemorativa do 25º aniversário do Certame em que luz uma placa com a seguinte legenda: “Com raízes na Terra / a língua medre / e a literatura floresça”. Como fim de festa, ofereceu-se uma refeição de convívio na sala de exposições do Centro Cívico.

A esta edição do certame apresentárom-se 72 obras originais, das que 60 fôrom selecionadas para a valorização do júri por cumprirem devidamente as bases.

Alfredo Ferreiro
Coordenador do Certame».

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Cultura que Une 2016

Cultura que une 2016 - Díptico A4 (PT) BPrograma de Cultura que Une 2016: Maio em Ponte-Vedra – Junho em Vila Real.

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Finalistas do “Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo”

logo Certame Manuel Murguia de Arteijo«Reunido o xurado o pasado 30 de abril, a organización do Certame anuncia os finalistas e céntrase na cerimonia de entrega de premios que se celebrará o próximo 13 de maio, venres, ás 19:30 no Centro Cívico do Concello de Arteixo.

Reunido o xurado, composto por Teresa Moure Pereiro (escritora), Marcos Sánchez Calveiro (escritor), Antonio Piñeiro Fernández (gañador da 24ª edición) e Alfredo Ferreiro Salgueiro (coordinador, que asistiu como secretario, con voz e sen voto), decidiu por unanimidade conceder os tres premios ás seguintes obras finalistas (por orde alfabética de autor):

O mérito da chuva, de Carlos Quiroga
Hai patios de luces tristes, de Diego Giráldez
A aranha de Sidney, de José António Lozano

Os premios, que se coñecerán durante a cerimonia, contan coa seguinte dotación: 4.000 € para o primeiro, 500 € para o segundo e 300 € para o terceiro.

O acto de entrega ofrecerá ademais outros alicientes para todos os asistentes: o volume A garza insomne, consistente nunha edición dos nove relatos finalistas das últimas tres edicións do Certame, a actuación musical do grupo 4 jazz, a plantación dunha árbore conmemorativa do 25º aniversario e un viño de honra como fin de festa.

O evento incluirá ademais unha lembranza musical e literaria da figura de Manuel María, escritor homenaxeado este ano no Día das Letras Galegas. Para tal fin contarase durante toda a semana no recibidor do CCC cunhas láminas sobre a súa vida que remitiu a Xunta de Galicia e que foron completadas con outras elaboradas no Concello nas que se mostra a súa relación con Arteixo dende o ano 1996. O día 13 tamén estarán a disposición do público asistente algúns dos libros do autor da Terra Cha.

Contacto: Alfredo Ferreiro (609 653 176)
Coordinador do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo».

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“odesexo” coletivo

odesexo B

odesexo é um volume de obra plástica e poética galegas. Fazem parte os artistas: Maside, Pardiñas, Riveiro. Os poemas são de Ramón Neto, Verónica Martínez, Lino Braxe, Emma Pedreira, Eli Ríos, Eduardo Estévez, Mercedes Leobalde, Alberte Momán, Antonio G. Teijeiro, Miguel Mato, Paco de Tano, Xosé Iglesias, Paco Souto. Edita Caldeirón (Malpica, Galiza-Espanha).

Concello de Carballo: «Poesía e arte van da man na exposición “oDesexo” que poderá visitarse até o 8 de maio no Pazo da Cultura de Carballo. A Asociación Cultural Caldeirón e o Concello organizan esta cita que, segundo explica Paco Souto […] “é o froito de tres obras absolutamente diferentes, cada unha moi persoal”, creadas polos artistas Xulio Maside, Xoán Pardiñas e Fernando Riveiro. Non obstante, Souto aclara que á vez “teñen moitas referencias comúns porque hai moita vida entre estes tres pintores”. Pero ademais de ser produto do maxín destes tres creadores, “oDesexo” tamén é un catálogo no que está presente a obra de trece dos quince poetas que até o momento teñen publicado na Asociación Cultural Caldeirón, porque a exposición estaba pensada para conmemorar os dez anos do Premio de Poesía erótica Illas Sisargas que se selebrou o pasado novembro. Ao final non pudo ser nesa data, pero a mostra segue “a celebrar oDesexo”, subliña Souto, que engade que “o importante é que a xente de Carballo poda gozar con esta obra fantástica […]”.

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Manuel Rivas: “Cátedra Galicia-América”

Manuel Rivas participa em Buenos Aires na apresentação da Cátedra “Galicia-América”.

Sermos Galiza: «Coincidindo coa Feira do Libro de Bos Aires inaugúrase o vindeiro martes 26 a Cátedra Galicia-América na Universidade Nacional de San Martín apadriñada por Manuel Rivas. Con esta xa son tres as cátedras de estudos galegos que operan na cidade porteña. Esta cátedra está dirixida por Manuel Rivas xunto con dous activos membros da colectividade galega: o historiador Ruy Farías na dirección académica e de investigación; e a xornalista Debora Campos na dirección executiva. En Bos Aires xa funcionaban outras dúas cátedras, a Alfonso R. Castelao na Universidade de Bos Aires e a Cátedra de Estudos Galegos de La Plata. Esta cátedra, que forma parte do programa Lectura Mundi desta universidade, pretende ser “un espazo de reflexión crítica, investigación e difusión da cultura, a historia e a realidade de Galiza, tanto da ‘metropolitana’ como daquela outra esparexida polo mundo, especialmente a que se desenvolveu ou a que tivo contacto coa Arxentin, historicamente o maior destino mundial da emigración galega”.  Para isto, levará adiante distintas actividades durante todo o ano, que contemplan a investigación, a xestación e difusión de eventos artísticos e intelectuais e o intercambio con outras institucións culturais e de estudos galegos, tanto no país como noutros puntos do planeta […]».

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Revista DiVersos 23

revista diversos 23Prometia a DiVersos abrir mais sua porta a galegos e assim foi que aconteceu no número 23, outorgando à minha poesia um espaço que muito me honra e mais hei de agradecer. É uma mostra indubitável de que a natural irmandade galaica ancestral continua a ser honrada além do Minho, e que muito mais nestes tempos havemos de nos esforçar por alimentar. Eis alguns dos poemas que publiquei na revista por cortesia do amigo José Carlos Marques:

Não me digais que andar
é cozinhar os passos com tempero amargo,
mastigar depressa a brisa dum amor pequeno,
vender a barriga ou por palha trocá-la.
Se as asas do amor
não fossem para a nossa alma
outras esmolas nos darão reinados
no coração certo dum amor mais amplo.
Não castigueis essa pena,
símbolo errático, ligeiro coração
dum diminuto destino a toda a parte aberto.

[Anto, nº 2, Amarante: 1997]

***

Frágua

No vapor do aço
que por tudo se estende
ascendem as almas
de pássaros esquálidos.
Nasceram nas mãos sudorosas
do entardecer,
quando uma cadeia
de corações atingia
um calor vulcânico.
Quando o espaço ardia
na lareira dos sentidos.
Era a festa dos gritos,
a roda dos pés ardentes
sobre a prancha zincada das horas:
uma febre que a noite
não conseguia emudecer.
A vida neste lugar
tem suas próprias regras,
governa-se pela combinação
de engrenagens e fantasmas.
São forças contrárias
trançadas pelo acaso,
uma singular e perversa
protuberância do mundo
que só em cativeiro se reproduz.

[Metal central, A Corunha (Galiza): 2009]

***

Desvelado

I
Desvelado
o poeta vê-se obrigado
a desfazer-se da pedra
que lhe nasce na mão.

Lança a pedra para o lado
e segue o caminho
que esta descreve
na parábola da inspiração.

O poeta lança a pedra
e pousa a mão
no peito.
Protege assim um castelo
em que cada ameia
é um verso erguido
e a ponte tendida
uma oferta para visitar
os museus do amor.

Lança o poeta a pedra
e pousa a mão
no peito.
Uma antiga dor
alimenta com tinta e pedras
um manso dragão.

II
Desvelado
o poeta tece
uma prenda única
com fio sentimental.

Veste de branco
o medo,
veste de verde
o deserto,
veste sem roupa
o amor.

Porque o amor
é nudista.

III
Desvelado
o poeta sorve
uma paixão
no silêncio.

No silêncio
em que mana
a lágrima
do sol.

IV
Desvelado
o poeta descobre
o mistério irresolúvel.

Uma verdade solúvel
no coração.

[Inéditos, de Teoria das ruínas]

***

DiVersos: «A natureza foi desde sempre um dos temas predominantes da poesia universal e com especial força em algumas épocas. Modernamente, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, essa presença tem vindo a apagar-se, com o ser humano e os horizontes humanos a ocupar quase exclusivamente a boca da cena. Nas exceções, nota-se que, tanto ou mais que a admiração, a contemplação ou exaltação de épocas anteriores, se observa a par delas a consciência e o lamento da sua destruição pela civilização (ou barbárie) atual em grau historicamente nunca igualado. Contemplação, exaltação e requiem estão presentes nos três poetas – paulo da costa, Reiner Kunze e Ricardo Lima – com que aqui se inicia a etiqueta «Poesia e Natureza». Tal não quer dizer que a temática destes poetas seja exclusivamente a natureza. Mas apenas que a sua poesia, pelo menos nos poemas aqui inseridos, tem a natureza como presença forte. E, claro, haverá poemas que, sem essa etiqueta, a poderiam ter. É já o caso neste número do poema «A ornitoptera», de Guido Gozzano.

Páginas: variável (160 no nº23)
Preço: 10€
ISSN: 1645-474X

Alfredo Ferreiro abre este número, na sequência do nosso renovado interesse pela poesia da Galiza (ver n.º 21). O seu nome consta da lista de poetas traduzidos que inserimos em cada número. É apenas uma maneira de referir a inclusão de poesia em galego. Versão, mais que tradução. Segundo a opção deste autor, a sua é escrita de acordo com a norma linguística de âmbito lusófono.

Dentre os poetas traduzidos destacamos a poetisa búlgara Zlatka Timenova, que escreve também em francês, de ambas as línguas traduzindo-se a ela própria para português. A autora trabalha e vive em Lisboa. É apenas a terceira língua eslava que a DiVersos inclui em tradução e a primeira em búlgaro, seguindo-se ao polaco (uma única vez) e ao russo (várias vezes). Desta última língua, um dos dois tradutores anteriormente incluídos é italiano, traduz para português e mora em Moscovo.

A DiVersos é talvez a publicação de língua portuguesa que mais poetas gregos traduz. Neste número inserem-se poemas de Michalis Ganás, mais uma vez em tradução de Rosa Salvado Mesquita. Ganás tinha já sido incluído há alguns anos na DiVersos em tradução de Manuel Resende.

Acrescem ainda neste número traduções do neerlandês (Remco Camport) e alemão (Francisca Stoecklin e Reiner Kunze).

Em língua portuguesa temos presentes neste número poetas portugueses como Isabel Cristina, Jorge Reis-Sá, Paulo Borges, Paulo Malekith e Ricardo Lima, pela primeira vez. Quanto a Deodato Santos, a Luís Quintais, e ao poeta luso-canadiano paulo da costa, colaboraram já antes pelo menos uma vez nesta série.

E temos também, na nossa língua comum, poetas brasileiros. Dois poetas que começaram a publicar no terceiro quartel do século XX, Anderson Braga Horta e Aricy Curvello. Deste último, «O Acampamento» pode considerar-se um curto poema épico da fronteira florestal do Brasil. De um poeta mais jovem, que já antes figurou na DiVersos, Wladimir Saldanha, inclui-se entre outros o poema «O Terceiro Mar», para nós notável também pela tessitura entrelaçada de temas da cultura e da história brasileira e portuguesa. Continuamos ainda a publicar jovens poetisas e poetas brasileiros graças aos bons ofícios de Elisa Andrade Buzzo, desta vez Greta Benítez e Izabela Orlandi. .

A DiVersos não tem distribuição comercial e apenas pode ser comprada diretamente ao editor, seja em números avulso seja em assinatura. Os números da DiVersos do n.º 2 (n.º 1 esgotado) ao n.º 15 custam €2,00 cada, os seguintes, €10,00 cada. Portes de correio variáveis conforme o peso. Para assinar uma série de quatro números (em Portugal: €30,00, para o estrangeiro, €38,00) ou para informações ou dúvidas, use os contactos gerais da página. Os novos assinantes ou os assinantes que renovem assinatura são convidados a escolher um dos títulos de poesia das Edições Sempre-em-Pé, que lhe será enviado gratuitamente como expressão de boas-vindas.»

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Cesáreo Sánchez no Festival Internacional de Poesia da Feira de Buenos Aires

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Feira do Livro de Buenos Aires: El último día de Terranova, de Manuel Rivas

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