Entrega do Certame Manuel Murguia 2016

Este é um pequeno vídeo sobre o evento de ditame e entrega de prémios do “Certame de narracións breves Manuel Murguía” de Arteijo que em 2016, pola primera vez, me coubo a honra de coordenar. Devo agradecer a confiança que a equipa de governo atual, comandada por Carlos Calvelo, depositou em mim, assim como a lavor de organização do evento da equipa de Cultura do concelho, que com uma experiência de 25 anos não deixa nunca nenhum cabo sem atar. E, por suposto, à lavor dos anteriores coordenadores, Julio Mancebo Moreiras e Henrique Rabuñal Corgo, que deixárom um trabalho prévio impecável que só será, no melhor dos casos, possível atualizar.

O trabalho de câmara corresponde à nossa amiga Abo, a quem agradecemos a colaboração.

{Palavra Comum}

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PEN International não atende queixas de sócios galegos

Juan Oliver (La Duda): «[…] PEN Club International planea celebrar el próximo otoño en Ourense su congreso anual, cuya organización recaerá en el centro gallego. Alcalá y otros miembros del mismo denunciaron el oscurantismo de la directiva, que no facilita el listado de sus miembros, que ni siquiera aparecen en su página web, completamente vacía de contenido y en la que tampoco aparece mención alguna a la cita ourensana. Algo realmente extraño si se tiene en cuenta la promoción que recibió el año pasado el Congreso de Québec, cuya web aún permanece activa en varios idiomas y repleta de informaciones de interés. Los escritores descontentos con la directiva gallega denunciaron asimismo que no pudieron presentar candidatura alternativa en la asamblea precisamente porque no se les facilitó el listado de socios, a pesar de que lo reclamaron oficialmente. Además, Tosar pidió el voto delegado para una candidatura de la que luego desaparecieron varios nombres de autores a quienes no se había consultado previamente sobre su presencia en la misma, y que exigieron ser borrados de la ejecutiva que muchos de sus compañeros apoyaron pensando que su presencia en la lista era legal.

Los críticos añaden que el PEN gallego tiene su sede en un edificio oficial (la Casa da Parra de Santiago, propiedad de la Xunta), que recibe una subvención anual del Gobierno autonómico de más de 20.000 euros anuales de la que no se rinden cuentas, y que Tosar estuvo casi de 20 años al frente del club incumpliendo reiteradamente la norma que obliga a convocar las preceptivas elecciones cada cuatro años. Este diario trató en reiteradas ocasiones de ponerse en contacto con el presidente, pero nadie atiende el teléfono que figura como contacto en la Casa da Parra.

Por su parte, en respuesta a Carles Torner, Alcalá le indica: “ Estoy de acuerdo con usted en que cada centro Pen en el mundo es autónomo, pero yo me dirigía al International en petición de que actuase como juez de paz. Quizá unas palabras de ustedes pudiesen haber hacho entrar en razón a la directiva (¿legal o ilegal?) del Centro Pen Galicia. Mientras tanto, aquí seguimos sin respuesta a lo fundamental: quién es quién en ese Centro (¿estamos ante una gran impostura?). Espero que los avatares políticos -españoles, gallegos y, particularmente, ourensanos- no entorpezcan el desarrollo del Congreso en la Auriens cargada de historia y patria de tan grandes escritores (se acaba de saber que coinciden las fechas del Congreso con las del juicio de los señores Baltar, padre [Xoslé Luis Baltar Pumar, ex presidente de la Diputación de Ourense] e hijo [Xosé Manuel Baltar, sucesor de su padre en la presidencia del  organismo])”. La Diputación de Ourense ha sido una de las adminsitraciones que ha mostrado más disposición a apoyar y financiar la organización del evento.» {Ler mais: El PEN International se desentiende de las quejas sobre las irregularidades del centro gallego}

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Caxade, mestre do amor

Há um tempo que venho reparando nas obras do Caxade, na sua mestura de tradição e vanguarda,  e não podo menos que surpreender-me cada vez. Entre os ingredientes das suas criações figura uma massa fina e delicada composta pola tradição popular das bandas de música, algo que me lembra um agradável cheiro a foguetes, polvo, sessão vermute, petardos, rapazes a correr por entre os velhos no campo da festa e adolescentes fugindo dissimuladamente do bulício da verbena para buscar os melhores abraços do verão sob a cumplicidade das estrelas; e isto, junto duma perspetiva pessoal que tem seu aquel de surrealista, libertário e criador de mundos (im)possíveis dos que podermos olhar “a dança dos moscas”, a “gente pota”, os “capadores de extraterrestres”, como sendo o artista um “afiador da realidade” que afinal assume o objetivo comum a todo filósofo, a todo poeta em seu mais vasto sentido: discernir o que em definitiva “é o amor” e mostrá-lo numa linda alegoria em que podermos libar algo da imarcescível e obscura harmonia do mundo.

Aliás, o fato de partilhar cenário com a Banda de Música da Bandeira toca-me de perto, pois as Terras de Trás-Deça são aquelas em que as raízes da minha família se assentam desde que tenho conhecimento. […] Ler mais

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Cultura que Une floresce em Ponte-Vedra

cultura que une pontevedra 2016

Depois de ter desfrutado em Vila Real da hospitalidade, a arte e a beleza d@s vila-realenses assim como do bom fazer dos organizadores supra-minhotos, mais um ano, de Cultura que Une, toca-nos acudir ao outro polo do eixo projetado para 2016: Ponte-Vedra. Eis uma mostra do que se mostrará no quadro da melhor irmandade cultural e comercial galego-portuguesa: […] Ler mais

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Poetas Di(N)versos

Eduardo Estevez em Poetas DinVersos por Alfredo Ferreiro 1000O ciclo de poesia nacional e internacional Poetas Di(N)versos inicia sua pausa estival. Na tarde de 13 de junho contamos com a presença do nosso amigo Eduardo Estévez e tivemos a oportunidade de conhecer a poeta argentina Mercedes Roffé, a quem pudemos retratar junto com a apresentadora e diretora do ciclo Yolanda Castaño. Do poeta e da poetisa oferecemos os poemas que figuram no díptico do evento:

unha balea varada na praia
estarrece como a ruína dun imperio

é unha postal imposíbel
no centro da paisaxe

treme o aire que paira
inmóbil ao seu redor

e non ten
esa tensión do horizonte
senón acaso a conciencia de ser
ela mesma todo un final

a balea é un deus caído
unha espera deitada

se falas con ela
parecerá que escoita a túa dor
e devolve preamar

uns nenos achéganse
pés na area fría
observan con distancia

a balea non pode moverse
pero non é o seu cheiro
o que estarrece

acaso sexa
a inmensidade da metáfora

EDUARDO ESTÉVEZ

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“Para una luz ausente”, de Xavier Seoane

Cara ao fim do mês presente terei a honra de participar nesta edição espanhola da obra com que Xavier Seoane venceu no XIV Prémio de Poesia Espiral Maior, e que de partida veu à luz na mesma Espiral Maior em 2006. Não vou repetir o que já tenho escrito sobre esta obra, nem deixar de reconhecer a muita honra que para mim supõe participar no evento de quem não deixou de ser um referente para mim desde a adolescência no terreno da poesia, do amor às artes e em geral da reflexão permanente que a cultura merece desde o âmbito intelectual.

Apresentação de "Para una luz ausente", de Xavier Seoane

Apresentação de “Para una luz ausente”, de Xavier Seoane

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Ramiro Torres: “A poesía é como a tónica, cando a probas non te convence, logo volves a ela e descobres novas texturas”


montaxe 1«A Coruña viu nacer ao poeta Ramiro Torres Maceiras un 15 de decembro de 1973, membro de Xalundes (Grupo Surrealista Galego) e colaborador en diversas xanelas comunicativas,  fainos nesta entrevista un convite a mirar desprexuizadamente o que temos ao redor, liberándonos da negatividade  e da tensión para descubrirmos a creatividade das xentes deste país.

“Hai unha néboa comunicativa por saturación que non nos deixa aproveitar a forza que temos e que está aí”…por nós non ha quedar.

Compartimos con Ramiro a nosa sección Conversas con lembrando a necesidade de resgar o bloqueo da xente con respecto aos espazos de cultura e na procura da desacralización poética. Conseguirémolo? Unha tónica Schweppes, por favor…

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Xavier Alcalá:

Xavier Alcalá na Praia da Magdalena (Cabanas)

Xavier Alcalá na Praia da Magdalena (Cabanas)

JUAN OLIVER: «-[…] Pero seica anda agora a teimar contra un poeta que se di moi internacional.

– Insinuación cabrona, pero non vou deixar de entrar a ela […]. Falando de pailáns, ou máis precisamente de pailáns poetastros, eu non ando a putear ningún poeta. Coido que te referías ao do Centro Pen de Galicia, ¿non?

– A iso mesmo. Anda por aí a especie de que quere cargar o seu presidente, poeta.

– Nego a maior. E non admito emisarios con ameazas nin rogos. Non é unha cuestión de persoas senón de diñeiro. […] Ler mais

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Manifesto "O fim do Apartheid"

«Na casa em que nasci, citando Rosalia, dizem irmao e galega. Na tua, no entanto, dizem irmán e ghalegha. Uns falam de corisco e de barruçar, outros de pedraço e de poalhar. A tradição académica, sobre estas diferenças, construiu imensos catálogos, o grande edifício da dialetologia, com tantos praticantes. O furor em defesa da variedade é uma constante da filologia galega e um dos poucos legados etnográficos reconhecidos entre a população que, mesmo subestimando o seu património linguístico, surpreenderia a falantes doutras línguas com maior tradição normativa por valorar tanto as variantes. Diversidade é riqueza, parece ser o slogan. “Nós não falamos assim”, “não falamos como os da TVG”, “não falamos como os da costa, ou como os da chaira”.

Todo esse respeito pela variação desaparece assim que se fixa por escrito. Como se fosse impossível perceber um texto se não estivesse escrito como estudámos no Instituto, na época em que as pessoas se afizeram a introduzir os computadores nas suas vidas, a gerir os seus pagamentos pela internet, a socializar os seus afetos através das redes sociais, no imaginário coletivo isso que se chama o/a falante continua a ser visualizado como uma pessoa com escassa formação, que se assusta por um ç e deixa de ler um texto se não está grafado tal como aprendeu nas aulas. Referentes políticos e intelectuais apresentam como impossível repartir folhas informativas à saída da Citroën se não estão redigidas segundo a mesma tradição gráfica do espanhol, embora usem um léxico requintado, que conjunta sisudos conceitos políticos com uma seleta escolha de termos populares com sabor local. O professorado assegura as crianças não poderem ler Harry Potter em português, mas não vê assim tão problemático que esse mesmo alunado entenda um texto de Otero Pedraio que, até agora, ninguém leu sem dicionário à mão –ou á man.

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Premios Xerais 2016: festeiros, demorados e currantes

Son varios os anos que levo emitindo, gravando e facendo entrevistas aos protagonistas dos Premios Xerais. Cada ano, sen falta, a profesionalidade e bo gosto (tanto estético canto culinario) do equipo de Edicións Xerais consegue que a visita anual a esta illa literaturizada por primeira vez hai 800 anos se converta nun episodio da vida que moitos gardaremos para sempre no cofre máis selecto da memoria. Se ben é certo que as auténticas protagonistas son as obras premiadas, e que o foco debe dirixirse ás autoras e autores que conseguiron chegar ao bon porto das sensibilidades dos variados e espelidos xurados, existen outros axentes que fan posible que a Illa das Letras estoure en tan gostoso abano de sensacións.

Editora Edicións Xerais de GaliciaDeseguida comprobaredes que non son fotógrafo. Mais como usuario habituado a certos trebellos, se algún deles acaba na miña man non podo evitar usalo e deseguida acabo imaxinando algún tipo de narración coa que pretendo ofrecer un sentido ao conxunto. Desta volta, á par dalgunhas das varias centenas de personalidades do sistema literario que acoden para ser testemuñas de honra na publicación e entrega dos premios, aquí poderedes ver outras persoas que normalmente non saen nos vídeos nin nas fotos oficiais porque o seu cometido é colaborar en labores de pouca ou ningunha dimensión pública. Entre elas poderedes ver: operarias de cámara, twitteiros, directoras do evento, polbeiras e polbeiros, capitáns de embarcación, gardas, secretarias de xurados, operarios das instalacións…

Un aviso para a Socioloxía literaria. Acabei descubrindo, como un pseudoDarwin asombrado na súa propia terra, que existe un tipo especial de convidados a este evento: os demorados. Son estes convidados que veredes ao final sentados nun valado ou contra unha parede cando o sol se pon e o último barco semella retardar o retorno ao continente, eses que sentan a parolar, a abrazarse ou a apañar profundamente o ar da ría nos últimos instantes como querendo multiplicar os segundos, como desexando atopar a eternidade en cada inspiración, fixando para sempre no máis íntimo as mellores imaxes dunha tarde memorábel caracterizada pola fraternidade, o amor ao país, ás letras e á arte.

Coas luces da Ponte de Rande como pano de fondo, os convidados retornan poñendo rumbo ao porto de Cobres. Nós, os currantes, noutro sentido mais sen dúbida cordialmente na mesma dirección tomamos, xa de noite, rumbo a Cesantes.

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