Teoria e prática do porco preto

Apanhado do FB de Chiqui Pereira, que está a dirigir “Tráfico” de Carlos Santiago com a companhia Baal 17, a estrear nestes dias em Portugal.

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Jaureguizar sobre o congresso do Pen: “Uns señores e unhas señoras mantidos”

Jaureguizar: «[…] O domingo pasado estiven tratando de informarme dos debates e das decisións que se tomaran no 82º Congreso do PEN Internacional, que se celebrou en Ourense. Non era nada persoal, soamente curiosidade de contribuínte. Toda a noticia que recibimos no xornal foron unhas fotografías duns señores e dunhas señoras mantidos, que sorrían o seu agradecemento á restauración ourensá, pero non atopei nin un mísero resumo dunha conferencia. O congreso pasou por internet de modo limpo e inane. Acordaran falar sobre a liberdade de expresión no mundo, pero nin Raúl Castro de Cuba nin Mohamed VI de Marrocos poden saber a que escritores deben liberar se ninguén os informa […]». {Cfr. El Progreso: “Non levamos pistola á xuntanza familiar”}

Também se pode dizer que, se bem semelha que acudiram mais de duzentas pessoas, o número de autores e autoras conhecidas galegas não parece passar da meia dúzia, se contarmos —exceção feita dos membros da diretiva— as pessoas observadas em mesas, atuações e palestras (cfr. Programa congresso Pen 2016 em PDF e referências abaixo). Por isso não nos admira que, nesta escasseza, chegássemos a saber que destacados escritores galegos de Ourense nem foram convidados ao evento. Paradoxalmente, cabe ressaltar que não poucas foram as instituições galegas promotoras do evento: Deputación de Ourense, Concello de Ourense e Xunta de Galicia.

Cfr. Joanne Leedom-Ackerman: Building Literary Bridges: Past and Present

Cfr. Heunggongyan: Writing and Freedom

Cfr. PEN CLUB – Vimeo from caprichodigital on Vimeo.

Cfr. TVG2: “Clausurado en Ourense o Congreso do Pen Internacional”

Cfr. La Voz de Galicia: “Galicia como escenario y conexión literaria”

Cfr. El Correo Gallego: “Kätlin Kaldmaa, secretaria internacional do PEN Club”

Cfr. CRTVG: “Congreso do Pen Internacional en Ourense”

Cfr. HD&T: “Inaugurado o 82º Congreso do PEN Internacional en Ourense”

Cfr. Deputación de Ourense: Inauguración do 82º Congreso do PEN Internacional, no Teatro Principal”

Cfr. Galicia24Horas: “O 82 Congreso do PEN Internacional acolle en Ourense a mostra “Libertas””

 

[Artigo também publicado em Laduda.net.]

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«O ansiado retorno de Luís Vaz de Torres»

Grial revista de galega de cultura 210No último número da Grial – Revista Galega de Cultura – 2010 (cfr. índice em PDF) tive a honra de publicar um artigo (“O ansiado retorno de Luís Vaz de Torres”) sobre a minha descoberta pessoal em volta de mais um dos factos históricos que permanecem ocultos na História da Galiza a causa do manto obscurantista da historiografia espanhola, quando não da portuguesa. Trata-se do périplo de Luís Vaz de Torres, um marinho que possivelmente tenha descoberto a Austrália e que a cineasta dos antípodas Frances Calvert nos quer ressaltar com o projeto de fazer um documentário para assombrar o mundo. Como nós não podíamos deixar de atender a proposta, eis o relato do encontro em Ferrol em 2015:

«Para algúns de nós nada pode haber mais interesante que atopar un novo episodio da Historia do país que, como acontece en tantas ocasións, permanece esquecido ou insuficientemente atendido polo sempre excesivo centralismo da academia española, consecuencia da habitual política cultural do Estado. Hai ocasións, demasiadas creo eu, en que, ao cuestionarme o discurso oficial da historiografía española que transcende a escolas e institutos, teño pensado: “Castela naceu das premeditadas ruínas da Galiza”. É triste que para que un país naza sexa necesario arruinar o pasado de outro e até impedir que respire. E o feito por veces é tan evidente que, se ben o profesor Claudio Sánchez Albornoz cualificou España de “enigma histórico”, ben poderíamos dicir que a Galiza constitúe, polo seu aínda oculto pasado, o auténtico enigma de España. […] Ler mais

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Entrevista a Renato Roque: “Também as memórias necessitam ser salvas”

Renato Roque por Henrique Borges (excerto)Renato Roque apresentou em Morille (Salamanca) e em Carviçais (Trás-os-Montes), no contexto do PAN 2016, um trabalho fotográfico que implica um estudo das similitudes e diferenças faciais das pessoas. Como agora somos amigos, vamos lhe pedir que nos conte em que consistiu exatamente. Por favor, Renato, fala à vontade do projeto…

Renato Roque: Arquivo de Babel / Espelhos Matriciais é um projecto fotográfico desenvolvido no contexto de um mestrado Multimédia, entre 2007 e 2009, em torno do conceito de identidade, associada à imagem distintiva de cada rosto humano. Como reconhecemos um amigo? Que diferença existe entre o meu rosto e o do meu vizinho? Qual a diferença entre um rosto de homem e de mulher, de um europeu e de um africano, ou de um asiático? Que informação nova existe num rosto que nunca vimos antes? Estas são algumas das perguntas que o projecto pretendeu colocar em cima da mesa desde o início, procurando atingir o essencial da informação identificadora num retrato de uma face humana. Foto de Renato Roque Arquivo de Babel / Espelhos Matriciais 1Descobrimos que todas as questões enunciadas acima estão de facto relacionadas com um conjunto de mecanismos que os seres humanos parecem ter desenvolvido durante o processo evolutivo, criando áreas especializadas no cérebro para conseguir uma identificação/ reconhecimento rápidos e extremamente eficazes.

No projecto que desenvolvemos usámos uma Base de Dados (BD) com 439 retratos, realizados na Universidade do Porto: alunos, professores e funcionários, de ambos os sexos, com idades entre os 18 e os 65 anos. […] Ler mais

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“Metal central”: versão plástica de Pepe Cáccamo

pepe caccamo e baldo ramos expo libros conversos“Metal central” é um poema pertencente ao meu livro Metal Central publicado na Espiral Maior em 2009, que mereceu uma menção de honra no Premio Nacional de Poesía Xosemaria Pérez Parallé. Na expo “Librosconversos”, em colaboração com Baldo Ramos, Pepe Cáccamo realizou a versão plástica do poema que aqui se reproduz. Sempre agradecerei a honra que o poeta e artista me fez assim como a vontade interdisciplinar que habitualmente rege o seu trabalho.

O catálogo da exposição, para além de mostrar a magnífica obra dos dous artistas, funciona como publicação em papel de duas seleções pessoais da poesia galega de ontem e hoje.

«Este proxecto que acolle O Museo do Pobo Galego xorde como un diálogo entre creación literaria e creación plástica. Escollendo poemas da nosa tradición poética clásica e contemporánea, ou ben encargándolle a algúns autores textos que dialogaran coas súas pezas plásticas, van fiando estes dous poetas e artistas plásticos un diálogo entre a literatura como contido e o libro como continente. Libros de artista, libros-obxecto, libros intervidos, libros-escultura entran na poesía, reescríbena, amplifícana, agóchana, establecen puntos de contacto que propician unha dialéctica de ida e volta: desde o poema ao libro e desde o libro ao poema. Mestizaxe de voces, de olladas, de libros que se abren para convidar ao lector a que entre nese diálogo que nunca remata». [Cfr. Exposição de Pepe Cáccamo e Baldo Ramos: “librosconversos”]

Metal central por Pepe Caccamo nota expo

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