Galiza e Portugal qual fronteira A

Galiza e Portugal qual (quais) fronteira (s)? ~ Debate no Porto

São muitas as interrogantes que uma pergunta assim faz remexer no miolo. Até porque há muito que não posso deixar de pensar “quais as fronteiras da Galiza?”. E não só a respeito de Portugal, essa irmã gémea que se criou sem as tutelas opressoras do colonizador Reino de Castela, mas a respeito do mundo. Porque para emigrar a Galiza não teve fronteiras, mas para crescer orgulhosa de seu corpo e espírito, livre de normas e preconceitos aniquiladores, é que sempre encontrou obstáculos por toda a parte. Há uma questão de psicologia social, se calhar, que talvez deve ser abordada de um novo modo. É isto uma intuição ou uma necessidade deduzida da queda incontestável da sua cultura? Deixo uma versão para as mentes espiritualistas e outra para as racionalistas.

A Galiza precisa de Portugal, porque é nele que se conserva um sangue compatível para uma imprescindível transfusão. Portugal não sei que é que precisa, mas não assumir seu passado galego será reconhecer que existe um trauma ou um problema identitário sem resolver. Hoje sabemos, depois de ser-nos ocultado por séculos sem conta, que a Galiza medieval, a visigótico-sueva, a romana e a celta é um território vivencial transminhoto que só nos corresponde reivindicar se o honramos fazendo-nos merecedores de seu legado. Um tesouro por descobrir, e talvez a chave de um futuro que até agora nos foi vedado. Read More

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cartaz dia lugris 2016

Manifestação Atlântica no dia dedicado a Urbano Lugris

Promovido pelo colectivo In Nave Civitas Lugris, o 7º dia Lugris decorreu nas ruas da Corunha com orgulho surrealista, afã vanguardista e amor pela tradição. Houve música, arte plástica, intervenção urbana, canção popular, cita erudita, atrevimento corunhento, orgulho marinho e inspiração atlântica. A cidade ficava absorta ao nosso passo, e muitas pessoas aplaudiam enquanto outras, a causa do espartilho de um decoro imposto e falsário, saiam espavoridas ou arreganhavam os dentes. Foi sem dúvida uma actividade catártica, e quero pensar que não só para @s participantes, mas para essas ruas pisadas cada dia por todo o espírito artístico, e aqui são mais dos que parece, mesmo mais dos el@s própri@s chegam a saber. Ao deitar-me aquela noite, uma máxima ficou para sempre instalada no meu íntimo: “Menos derrotismo e mais surrealismo!”.

A Manifestação Atlântica foi convocada do seguinte modo:

cartaz dia lugris 2016«17 DE NADAL DE 2016

O vindeiro sábado, 17 de nadal, o colectivo In nave civitas e a asociación cultural O Mural organizan o VII Día Lugrís, data dedicada a lembrar a vida e obra do artista coruñés Urbano Lugrís González.

Os actos comezarán as 18:00 horas na praza de Pontevedra ao pé da estatua de Eusebio da Guarda coa inauguración dun grafiti no que vaise reproducir unha serigrafía do pintor titulada Marineda Soñada. O mural estáse a realizar nun lugar habilitado  para a ocasión no Instituto de Ensinanza Secundaria Eusebio da Garda.

A continuación dedicaremos un tempo para o tradicional obradoiro de paraugas no que decoraremos os nosos “parachuvias” con motivos marítimos e da obra de Lugrís.

A iso das 19:00 horas comezará a Manifestación Atlántica polas rúas da Pescaría con paradas para lembrar a vida e obra do escritor e pintor coruñés. A manifestación rematará na Coiraza onde realizaremos, se Poseidón nolo  permite, un avistamento de baleas e homes mariños.

O colectivo In nave civitas convida a toda a cidadanía a participar neste acto atavíado coas súas mellores galas mariñeiras e que porten, se as teñen, as súas buguinas, para acompañar a ruta.

Este ano acompañarán a marcha un cortexo de 6 bucios ataviados co uniforme de gala da Unión de Conserveiros de Galicia.  Algúns dos escafandros (elaborados pola artista Viki Rivadulla) pódense admirar na Libraría Sisargas (r/ San Roque, 7) até o propio 17/12/2016.
Dentro dos actos do día Lugrís a fotógrafa Pilar Silva, membro do colectivo In nave civitas, presenta a súa exposición Cosendo as ondas do mar. A exposición poderá desfrutarse na Buserana bar, praza de José Sellier, dende o venres 16 de decembro até o remate de xaneiro.»

{Palavra Comum}

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Portada Bases 26 Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo

“26º Certame de Narracións Breves Manuel Murguía”

a garza insomne 2016 certame manuel murguia 250pxPor segundo ano asumimos a coordinación do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo, que en 2017 atinxirá a 26ª edición.

Os relatos [entre 15 e 30 páxinas] deben ser orixinais e inéditos (non publicitados en ningún soporte, físico ou dixital) escritos en lingua galega, enviados baixo plica antes do 1 de marzo próximo e cumprindo todas as condicións estipuladas nas Bases (PDF).

Os premios: O primeiro dotado con 4.000,00 €, o segundo con 500,00 € e o terceiro con 300,00 €, todos eles sometidos á correspondente retención.

Por costume, cada tres anos o Concello de Arteixo promove a publicación en papel dos relatos gañadores e finalistas. A nosa última edición foi A garza insomne. Certame de Narracións Breves Manuel Murguía 2013-2015 (2016), coa colaboración da Editorial Galaxia.

Información: Para dúbidas pódese chamar ao 981 659 100 do Centro Cívico Cultural ou escribir a cultura@arteixo.org“.

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Advertência: Lembrai, autor@s em galego de todo o mundo, que este prémio advoga pela tolerância gráfica desde a sua fundação há mais de 25 anos, o que garante a liberdade criativa e a ausência de critérios político-linguísticos na valorização das obras apresentadas. Esta atitude socialmente inclusiva do ponto de vista linguístico é algo que nos orgulha especialmente e gostávamos fosse um exemplo a seguir por todos os prémios literários do país.

Alfredo Ferreiro
Coordenador do Certame

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Bolcheviques 1917-2017 por Teresa Moure (cood)

Bolcheviques 1917-2017: Teresa Moure (coord) no Culturgal

Bolcheviques 1917-2017, por Teresa Moure (coord.)«Em 2017 a Revolução Bolchevique faz 100 anos. Boa parte dos acontecimentos deste século pode interpretar-se em relação ao impacto internacional desses ideais revolucionários e à forma como se puseram em prática: alinhamento de países e guerra fria, competitividade entre o bloco socialista e o bloco capitalista, confrontados no campo ideológico mas também no tecnológico e no militar. Paralelamente, produzia-se um conflito subterrâneo que rompia as fronteiras geográficas: filosofias dissidentes introduziam esse cerne ideológico em novas esferas do pensamento; contraofensivas, como as políticas do bemestar, controlavam o avanço do socialismo em países capitalistas; conceções artísticas, símbolos e vanguardas sociais desenhavam um novo mundo. Tudo ficou alterado. Cem anos depois, a velha guarda comunista aproveitará para reivindicar o legado transformador do bolchevismo; o pensamento ultra-liberal para expor à luz alguns episódios de violência e opressão na sua face mais escura.

Este livro pretende ser o contributo galego para essa necessária revisão; uma maneira de participar neste território da Galiza na voragem, se não daqueles acontecimentos, sim da reflexão sobre o seu impacto histórico e ideológico. Bolchevismo e bolchevismo na Galiza.

Duas editoras, a Xerais e a Através, aceitaram um plano sem precedentes: construírem juntas um único livro em dois volumes, marcando uma via de confluência e de inspiração para a convivência das tradições políticas e ortográficas de quem defende neste país a vitalidade da nossa língua e do ensaio redigido nela.» [Através Editora]

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