Galiza e Portugal qual (quais) fronteira (s)? ~ Debate no Porto

São muitas as interrogantes que uma pergunta assim faz remexer no miolo. Até porque há muito que não posso deixar de pensar “quais as fronteiras da Galiza?”. E não só a respeito de Portugal, essa irmã gémea que se criou sem as tutelas opressoras do colonizador Reino de Castela, mas a respeito do mundo. Porque para emigrar a Galiza não teve fronteiras, mas para crescer orgulhosa de seu corpo e espírito, livre de normas e preconceitos aniquiladores, é que sempre encontrou obstáculos por toda a parte. Há uma questão de psicologia social, se calhar, que talvez deve ser abordada de um novo modo. É isto uma intuição ou uma necessidade deduzida da queda incontestável da sua cultura? Deixo uma versão para as mentes espiritualistas e outra para as racionalistas.

A Galiza precisa de Portugal, porque é nele que se conserva um sangue compatível para uma imprescindível transfusão. Portugal não sei que é que precisa, mas não assumir seu passado galego será reconhecer que existe um trauma ou um problema identitário sem resolver. Hoje sabemos, depois de ser-nos ocultado por séculos sem conta, que a Galiza medieval, a visigótico-sueva, a romana e a celta é um território vivencial transminhoto que só nos corresponde reivindicar se o honramos fazendo-nos merecedores de seu legado. Um tesouro por descobrir, e talvez a chave de um futuro que até agora nos foi vedado. […] Ler mais

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Carlos Pazos-Justo no Culturgal: A imagem da Galiza em Portugal

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Carlos Quiroga no Culturgal: A imagem de Portugal na Galiza

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Manifestação Atlântica no dia dedicado a Urbano Lugris

Promovido pelo colectivo In Nave Civitas Lugris, o 7º dia Lugris decorreu nas ruas da Corunha com orgulho surrealista, afã vanguardista e amor pela tradição. Houve música, arte plástica, intervenção urbana, canção popular, cita erudita, atrevimento corunhento, orgulho marinho e inspiração atlântica. A cidade ficava absorta ao nosso passo, e muitas pessoas aplaudiam enquanto outras, a causa do espartilho de um decoro imposto e falsário, saiam espavoridas ou arreganhavam os dentes. Foi sem dúvida uma actividade catártica, e quero pensar que não só para @s participantes, mas para essas ruas pisadas cada dia por todo o espírito artístico, e aqui são mais dos que parece, mesmo mais dos el@s própri@s chegam a saber. Ao deitar-me aquela noite, uma máxima ficou para sempre instalada no meu íntimo: “Menos derrotismo e mais surrealismo!”.

A Manifestação Atlântica foi convocada do seguinte modo:

cartaz dia lugris 2016«17 DE NADAL DE 2016

O vindeiro sábado, 17 de nadal, o colectivo In nave civitas e a asociación cultural O Mural organizan o VII Día Lugrís, data dedicada a lembrar a vida e obra do artista coruñés Urbano Lugrís González.

Os actos comezarán as 18:00 horas na praza de Pontevedra ao pé da estatua de Eusebio da Guarda coa inauguración dun grafiti no que vaise reproducir unha serigrafía do pintor titulada Marineda Soñada. O mural estáse a realizar nun lugar habilitado  para a ocasión no Instituto de Ensinanza Secundaria Eusebio da Garda.

A continuación dedicaremos un tempo para o tradicional obradoiro de paraugas no que decoraremos os nosos “parachuvias” con motivos marítimos e da obra de Lugrís.

A iso das 19:00 horas comezará a Manifestación Atlántica polas rúas da Pescaría con paradas para lembrar a vida e obra do escritor e pintor coruñés. A manifestación rematará na Coiraza onde realizaremos, se Poseidón nolo  permite, un avistamento de baleas e homes mariños.

O colectivo In nave civitas convida a toda a cidadanía a participar neste acto atavíado coas súas mellores galas mariñeiras e que porten, se as teñen, as súas buguinas, para acompañar a ruta.

Este ano acompañarán a marcha un cortexo de 6 bucios ataviados co uniforme de gala da Unión de Conserveiros de Galicia.  Algúns dos escafandros (elaborados pola artista Viki Rivadulla) pódense admirar na Libraría Sisargas (r/ San Roque, 7) até o propio 17/12/2016.
Dentro dos actos do día Lugrís a fotógrafa Pilar Silva, membro do colectivo In nave civitas, presenta a súa exposición Cosendo as ondas do mar. A exposición poderá desfrutarse na Buserana bar, praza de José Sellier, dende o venres 16 de decembro até o remate de xaneiro.»

{Palavra Comum}

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Carlos Taibo no Culturgal: O penálti de Djukić

O penálti de Djukić de Carlos Taibo: apresentação no Culturgal 2016 (Ponte-Vedra) com Tiago Alves Costa e o autor.

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“26º Certame de Narracións Breves Manuel Murguía”

a garza insomne 2016 certame manuel murguia 250pxPor segundo ano asumimos a coordinación do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo, que en 2017 atinxirá a 26ª edición.

Os relatos [entre 15 e 30 páxinas] deben ser orixinais e inéditos (non publicitados en ningún soporte, físico ou dixital) escritos en lingua galega, enviados baixo plica antes do 1 de marzo próximo e cumprindo todas as condicións estipuladas nas Bases (PDF).

Os premios: O primeiro dotado con 4.000,00 €, o segundo con 500,00 € e o terceiro con 300,00 €, todos eles sometidos á correspondente retención.

Por costume, cada tres anos o Concello de Arteixo promove a publicación en papel dos relatos gañadores e finalistas. A nosa última edición foi A garza insomne. Certame de Narracións Breves Manuel Murguía 2013-2015 (2016), coa colaboración da Editorial Galaxia.

Información: Para dúbidas pódese chamar ao 981 659 100 do Centro Cívico Cultural ou escribir a cultura@arteixo.org“.

*

Advertência: Lembrai, autor@s em galego de todo o mundo, que este prémio advoga pela tolerância gráfica desde a sua fundação há mais de 25 anos, o que garante a liberdade criativa e a ausência de critérios político-linguísticos na valorização das obras apresentadas. Esta atitude socialmente inclusiva do ponto de vista linguístico é algo que nos orgulha especialmente e gostávamos fosse um exemplo a seguir por todos os prémios literários do país.

Alfredo Ferreiro
Coordenador do Certame

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Bolcheviques 1917-2017: Teresa Moure (coord) no Culturgal

Bolcheviques 1917-2017, por Teresa Moure (coord.)«Em 2017 a Revolução Bolchevique faz 100 anos. Boa parte dos acontecimentos deste século pode interpretar-se em relação ao impacto internacional desses ideais revolucionários e à forma como se puseram em prática: alinhamento de países e guerra fria, competitividade entre o bloco socialista e o bloco capitalista, confrontados no campo ideológico mas também no tecnológico e no militar. Paralelamente, produzia-se um conflito subterrâneo que rompia as fronteiras geográficas: filosofias dissidentes introduziam esse cerne ideológico em novas esferas do pensamento; contraofensivas, como as políticas do bemestar, controlavam o avanço do socialismo em países capitalistas; conceções artísticas, símbolos e vanguardas sociais desenhavam um novo mundo. Tudo ficou alterado. Cem anos depois, a velha guarda comunista aproveitará para reivindicar o legado transformador do bolchevismo; o pensamento ultra-liberal para expor à luz alguns episódios de violência e opressão na sua face mais escura.

Este livro pretende ser o contributo galego para essa necessária revisão; uma maneira de participar neste território da Galiza na voragem, se não daqueles acontecimentos, sim da reflexão sobre o seu impacto histórico e ideológico. Bolchevismo e bolchevismo na Galiza.

Duas editoras, a Xerais e a Através, aceitaram um plano sem precedentes: construírem juntas um único livro em dois volumes, marcando uma via de confluência e de inspiração para a convivência das tradições políticas e ortográficas de quem defende neste país a vitalidade da nossa língua e do ensaio redigido nela.» [Através Editora]

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“O fim do Apartheid” na Corunha

O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque este manifesto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência.

No passado 17 de novembro os avanços do manifesto fôrom apresentados na Corunha, contando com a presença do professor da Universidade da Corunha Xosé Ramóm Freixeiro Mato e da poetisa Eli Rios. O debate posterior não eludiu ressaltar algumas incoerências do mundo cultural galego, mas decorreu no ambiente de fraternidade e respeito que só @s mais conscientes dos crus tempos que vivemos sabem alimentar. Como dizia meu avó, lavrador de trás-Deza que houvo de fazer vida na Corunha de pósguerra: «Paciência, ratos, que ardeu o moínho». E diria eu: daí para diante tod@s a ajudar.

{Palavra comum}

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Confluência de corações

Apesar de que grande parte do sector intelectual galego continua ancorado na desídia e até numa permissiva indolência com as práticas menos democráticas herdadas do franquismo (capelinhas e “chiringuitos”, instituições feudalistas, antilusismos espanholistas, independentismos espanholeiros, oligarquias académicas, gerontocracias sempiternas, etc), na AGAL só se rende homenagem ao esforço permanente, à tolerância fraterna e ao pragmatismo libertário. É sem dúvida uma honra tamanha para mim, depois de ter colaborado durante muitos anos em diversos grupos, associações e sindicatos, fazer parte de uma irmandade em que primam a liberdade individual, as contas claras (e positivas!) e a vontade de consenso. É claro que destes corações, destas mãos e destes vímbios só podem sair os melhores cestos.

Pergunto-me, ao tempo, onde vão ir parar as “instituições oficiais” e as “melhores empresas culturais” deste país com tanta rigidez perante a mudança de paradigmas no mercado cultural a que, de resto, a cultura galega —há sessenta anos “utópica”, agora “oficial”— nunca soubo somar-se. Mas aqui estamos muitos para colaborar numa nova época em que, não pode caber dúvida, todos os recursos disponíveis devem ser aprimorados e os ombros de tod@s devem unir-se para a grande causa comum.

«A Associaçom Galega da Língua (AGAL) aprovou dia 3 em assembleia o texto que recolhe a confluência das duas tradiçons normativas que coexistiam no reintegracionismo, que a partir de hoje contará com umha única proposta ortográfica e morfológica. A Ortografia Galega Moderna convergente com o português no mundo (nome provisório) será lançada em app para telemóvel e numha wiki-faq, onde já se encontra umha primeira versom que também será editada em livro (com exercícios práticos) no próximo mês de janeiro.

Desde o nascimento do movimento reintegracionista contemporáneo, conviviam nele duas sensibilidades, com usos gráficos mais ou menos convergentes com o português no mundo. Em termos normativos, isto refletia-se no uso de duas normas independentes, cujas principais discrepáncias entre si era o uso de formas divergentes para o indefinido feminino (uma/umha) e para a terminaçom que na Galiza pronunciamos –om/-am, que havia quem escrevesse com til (ão) e quem nom (om/am).

Na prática, a confluência normativa implica umha ampliaçom das velhas normas da AGAL, que passam a incluir mais algumhas duplicidades, aquelas que estám justificadas nos usos conscientes das pessoas reintegracionistas. Ainda, dentre as duplicidades que já tinha esta norma, serám relegados alguns traços gráficos que nom se justificam no uso atual do reintegracionismo (como o ç no início de palavra ou a forma irmám acabada em –am).

O processo é em certo modo paralelo ao sofrido pola própria normativa ILG-RAG do galego em 2003, em que agora convivem as terminaçons ble-bel ou eria-aria. Com este passo, a associaçom admite que a “normativa” deve acompanhar a realidade, admitindo os usos reais, porquanto era evidente que cada vez mais reintegracionistas faziam uso de formas que nom recolhia a norma da AGAL agora ampliada.

Para a AGAL, as pequenas discrepáncias que exibiam as duas tradiçons gráficas deixaram de justificar que fossem mantidas duas normas independentes. Por isso, será divulgado um novo texto normativo de carácter orientativo que se insere na tradiçom de línguas que, como o inglês, nom contam com normas prescritivas (apenas descritivas), com duplicidades que só o uso das pessoas irá resolvendo.

Para obteres mais informaçom sobre a nova proposta ortográfica da AGAL podes consultar o texto aqui, nomeadamente o primeiro capítulo: “Esclarecimentos prévios”» […].

{PGL: ‘Confluência normativa’ aprovada por unanimidade’}

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