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Solidariedade da AELG com a Associació d’Escriptors en Llengua Catalana, controlada polo Estado Espanhol

AELG logo«A AELG solidarízase coa Associació d’Escriptors en Llengua Catalana e esixe que remate a vixilancia especial contra as institucións literarias catalás.

A Asociación de Escritores e Escritoras en Lingua Galega, AELG, manifesta publicamente a súa solidariedade coa Associació d’Escriptors en Llengua Catalana, AELC, na denuncia do sometemento a «vixilancia especial» da Institució de les Lletres Catalanes e o Servei de Biblioteques de la Generalitat. Isto significa que teñen intervidas as contas e as partidas reservadas para as actividades, é dicir, dun golpe o goberno central vén de pór a 0€ estas institucións, impedindo a realización das actividades culturais que lles corresponden.

No caso concreto do Servei de Biblioteques suspéndense, segundo afirmou o propio servizo, actividades de fomento da lectura, xornadas profesionais, traballos do catálogo e do carné único ou a compra de libros.

Desde a AELG expresamos o noso apoio e a nosa solidariedade cos escritores e escritoras catalás e denunciamos esta persecución sen límites contra a cultura catalá. Non existe ningún motivo, ningunha razón, ningún argumento legal nin paralegal, que xustifique unha actuación que é contraria a un sistema que se autoproclama democrático.

A AELG esixe que se poña fin á vixilancia especial contra estas institucións e o que é, de feito, unha persecución contra a cultura e a lingua catalás.

A AELG envía unha fraternal aperta ás e aos colegas da Associació d’Escriptors en Llengua Catalana e exprésalles o seu apoio na súa denuncia desta intervención inxustificábel.

23 de setembro de 2017

O Consello Directivo da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG)»

{mais informação na Associació d’Escriptors en Llengua Catalana}

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http://www.youblisher.com/p/1534172-Indico-N39/

Mia Couto convida… Hirondina Joshua: “Só a poesia lê o mundo”

«Nesta rubrica apresentarei os valores novos da literatura moçambicana.
A primeira escolha recaiu sobre Hirondina Joshua, uma jovem poeta ainda sem livro publicado mas já um nome de referência naqueles que estão fadados a manter viva a herança dos nossos grandes poetas como José Craveirinha, Noémia de Sousa, Heliodoro Baptista, Eduardo White.
Conheci a obra de Hirondina antes da pessoa. Era visível por aqueles primeiros textos que me chegaram que a poesia habitava aquela alma.
Quando, por fim, conheci a mulher fiquei surpreso, Magra, quase sem corpo. Tímida quase sem voz. Hirondina Joshua Os Ângulos da Casa 300pxDepois, se percebe: a energia de Hirondina está toda na palavra. Desde 1987, ano em que nasceu, esta moçambicana olhou o mundo pela janela da sensibilidade poética. As profundas rupturas e transições vividas por Moçambique pediam um olhar que apenas a poesia pode dar conta.
Um livro de Hirondina Joshua anuncia-se para breve. Valerá a pena ler esses poemas e todos os outros que se encontram publicados em revistas e jornais. É esta vencedora de uma menção extraordinária do Prémio Mundial de Poesia Nósside na sua edição de 2014 que tenho o gosto de vos apresentar. São apenas dois dos poemas breves mas que, estou certo, são emblemáticos da qualidade da escrita poética de Hirondina.
Talvez esta poesia nos ajude a todos a ler o nosso próprio país.»

*

Prelúdio
Como é que se escreve um olhar?
E um devaneio, sabes?
Para quê é preciso um coração? E uma alma o que é?
Diz-me se sabes a cor do vento.
A paixão com que o mar nos prende.
Diz-me e por favor não poetizes nem filosofes.

“Alquimia do fogo” 2
Repara no que há dentro do fogo antes dele arder.
Não olhes as cores lentas do vermelho, laranja, amarelo nem as azuladas que se deixam fazer no brilho da luz.
Vê esta substância intáctil nos poros da retina. A nudez que se veste nesta condição.
Repara dentro, bem a fundo a mestria com que se tece um coração alado.

{In Revista Índico, nº 39, pags. 84-85, Setembro-Outubro 2016}

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Samuel Pimenta na Crunha 2016 por Alfredo Ferreiro 1200px

“O canto da sereia”, por Samuel F. Pimenta

Samuel Pimenta na Crunha 2016 por Alfredo Ferreiro 1200px«[…] Apesar de todo o reconhecimento da Galiza como parte fundamental — e genética — da Língua Portuguesa, não é a legitimação estatal e institucional a definir a importância daquele território no seio da história e do futuro da nossa Língua, até porque tais reconhecimentos são, frequentemente, motivados por movimentos estratégicos, que facilmente podem conduzir à instrumentalização em função de agendas de interesses. A Galiza já era indispensável para a consciência linguística do português antes de todo o reconhecimento institucional dos últimos anos, reconhecimento esse que considero importante, mas jamais um substituto das relações vivas que sempre existiram entre galegos e outros falantes da Língua, nomeadamente com os portugueses. Sabemos como os Estados tendem a apropriar-se da memória, e a CPLP é, antes de mais, uma representação dos Estados, por isso lembro que os Estados e as instituições só se viram na inevitabilidade de reconhecer o valor da Galiza para o português porque, antes de nós, homens e mulheres, durante séculos de História, resistiram para que a memória da Língua não se perdesse — e continuarão a fazê-lo. A adesão da AGLP à CPLP é apenas mais um ponto na longa cronologia da resistência da Galiza dentro do Estado Espanhol. Sim, porque é disso que se trata, de resistência.

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