Femmes fatales e bruxas

22552737_1148675785234039_7825358080057324432_n«Cañas Con Crea: Femmes Fatales y Brujas. Evento criado por FKM, Festival de Cinema Fantástico da Coruña. Sábado, 21 de Outubro às 19:30 – 21:00. Fundación Luis Seoane. R/ San Francisco, 27, 15001 Corunha. Desde que Eva comió la manzana del árbol de la ciencia y del bien y el mal, echando así a la humanidad del Paraíso, la mujer ha venido siendo en la mayoría de las culturas la encarnación del mal, siendo en el mundo del cine donde de manera más precisa fue representada y estereotipada esta relación. La mujer representada co mo la bruja, la femme fatal y la vampira son las malas favoritas del celuloide y su representación más habitual en la cultura popular. De su historia e influencia se hablará de manera crítica en este debate.
Ponentes: Montserrat Hormigos Vaquero (periodista y escritora), Elisa McCausland (periodista, crítica e investigadora) y Alexia Muiños (directora y guionista de cine).
Modera: María Núñez (codirectora FKM)
».

As protagonistas da palestra falaram em bruxas de filmes, super-heroínas de banda desenhada e femmes fatales de policiais a branco e preto. Interessante tudo, mas a bruxa é uma mestra espiritual vinculada a uma tradição ancestral. Depois do racionalismo e o clímax do patriarcado da Igreja passa a ser um mito quase como um dragão, do mesmo modo que os alquimistas e outros esotéricos perseguidos pelo positivismo estatalista, mas sempre sofrendo o ataque machista da burguesia contemporânea. E serve na modernidade como estigma para a mulher independente, necessariamente considerada anti-sistema por pôr em questão sua função dentro do quadro da família burguesa e por isso sempre fortemente combatida socialmente pelo Poder.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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