2018, dominado

Começou o ano e trouxe um presente para este blogue iniciado em 2016, o vaidoso domínio alfredoferreiro.com. E lembrando textos deixados à deriva na rede, ofereço hoje um poema que tinha esquecido num velho blogue coletivo intitulado A fábriga da preguiça:

Canção para o início do ano

Para tod@s vós

Empregamos as artes do amor
na criação desta casa,
bem longe de aqui.

Dentro, fluem artérias de outras vidas,
sem memória de passos vencidos
e na necessidade de abrir-nos pelo meio:
tão alto é o preço da viagem.

Mas permanecemos ainda no desconhecido.
É preciso chegar a luz até o fim dos dedos
para mudar a nossa estação em morada,
e começarmos, neste espelho, a acordar.

3.1.2006

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.

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