Vencedores no Certame de Narrações Breves Manuel Murguia de Arteijo

No passado 11 de maio, celebrou-se a cerimónia de entrega de prémios às 20:00 hs no Centro Cívico e Cultural de Arteijo.

O júri, composto por Begoña Paz (escritora e representante da Associação de Escritoras e Escritores en Língua Galega), Mario Regueira (crítico literário representante da Asociação Galega da Crítica), Teresa Moure (escritora vencedora na 26ª edição) e Alfredo Ferreiro Salgueiro (coordenador, que assistiu como secretário, com voz e sem voto), decidiu por maioria conceder os três prémios nas seguintes obras finalistas:

1. Primeiro premio, consistente en 4000 euros e a publicación da obra, ao relato Bochorno, de Charo Pita.

2. Segundo prémio, com 500 euros e a publicação da obra, ao relato A porta do Reconhecimento, de Tiago Alves Costa.

3. Terceiro prémio, com 300 euros e a publicação da obra, ao relato Unha praia na Polinesia, de Mercedes Leobalde García.

De todos os relatos recebidos, 63 foram admitidos a concurso por cumprirem estritamente as bases.

A coordenação agradece mais um ano a presença no júri de um membro da Associação de Escritoras e Escritores em Língua Galega, assim como outro da Associação Galega da Crítica, facto que contribui a alicerçar o rigor do Certame no contexto sistema literário galego.

O evento de entrega ofereceeu outros atrativos para todas as assistentes: a atuação musical de Aida Saco Beiroa, compositora que interpretou a piano peças do seu disco Atmosferas; ao mesmo tempo, o humorista gráfico Luís Davila deleitou o público com os seus desenhos projetados ao vivo. Como fim de festa ofereceu-se um vinho de honra.

Incluiu, aliás, uma lembrança da figura de María Victoria Moreno, escritora homenageada este ano no Dia das Letras Galegas. O coordenador literário, Alfredo Ferreiro, foi o apresentador do evento.

Contato: Alfredo Ferreiro, coordenador literário do Certame. Telefone: 609653176

Vd. Apartado da web municipal sobre o Certame.

{Palavra Comum}

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Entrega de premios do Certame literario de Arteixo

«Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo

Reunido o xurado, a organización do Certame anuncia os finalistas e céntrase na cerimonia de entrega de premios que se celebrará o próximo 11 de maio, venres, ás 20:00 no Centro Cívico e Cultural de Arteixo.

Reunido o xurado, composto por Begoña Paz (escritora representante da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega), Mario Regueira (crítico representante da Asociación Galega da Crítica), Teresa Moure (gañadora da 26ª edición) e Alfredo Ferreiro (coordinador literario, que asistiu como secretario, con voz e sen voto), decidiu por maioría conceder os tres premios ás seguintes obras finalistas (agora por orde alfabética de autora):

Bochorno, de Charo Pita

Unha praia na Polinesia, de Mercedes Leobalde García

A porta do Reconhecimento, de Tiago Alves Costa

De todos os relatos recibidos, 63 foron admitidos a concurso por cumpriren estritamente as bases. Os premios, que se coñecerán durante a cerimonia, contan coa seguinte dotación: 4.000 € para o primeiro, 500 € para o segundo e 300 € para o terceiro.

A coordinación agradece un ano máis a presenza no xurado dun membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega, así como outro da Asociación Galega da Crítica, feito que contribúe a alicerzar o rigor do Certame no contexto sistema literario galego.

O acto de entrega ofrecerá ademais outros alicientes para todos os asistentes: a actuación musical de Aida Saco, compositora que interpretará a piano pezas do seu disco Atmosferas; ao mesmo tempo, o humorista gráfico Luis Davila nos deleitará cos seus deseños proxectados en directo. Rematado o acto, ofrecerase un viño de honra como fin de festa.

O evento incluirá unha lembranza da figura de María Victoria Moreno, escritora homenaxeada este ano no Día das Letras Galegas.

Contacto: Alfredo Ferreiro (609 653 176)

Coordinador literario do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo

Apartado da web municipal sobre o Certame: http://www.arteixo.org/gl/servizos/cultura/manuel_murguia»

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Plantar Rosas na Barbárie, por Luís Serguilha

«Plantar rosas na barbárie», poesia da falésia

«Pois bem, que assim seja! Que minha guerra contra o homem se eternize, já que cada um de nós reconhece no outro sua própria degradação… já que somos ambos inimigos mortais. Quer deva eu conseguir uma vitória desastrosa ou sucumbir, o combate será belo; eu, sozinho contra a humanidade».
Lautréamont, Cantos de Maldoror

Plantar Rosas na Barbárie, por Luís SerguilhaTodos o poemas do livro de Luís Serguilha semelham um único objeto mutante, como que evidenciando as inúmeras perceções que experimentamos do mundo. Há nesta obra um combate contra a moral poética, um desacato ao sentido institucional do verso, e não só da perspetiva formal – por escrever poesia em prosa – , mas também quanto ao sentido percebido, que se torna um autêntico e constante torvelinho semântico. E há até um combate frontal contra a Academia e seus carros de combate, quer dizer, os géneros literários. Devido a isto, já nos atrevemos a vaticinar que o sucesso crítico não vai vir dos âmbitos mais institucionais, ou o que é o mesmo, das retículas clientelares do sistema literário.
Porque Plantar rosas na barbárie implica uma reflexão profunda sobre a nossa perceção do mundo e, neste quadro, mediante a amostra de tantas relações em convívio louco e frutuoso, defende a impossibilidade poética de aquela perspetiva eminentemente racional a que o Sistema pretende vincular-nos. Nada há no mundo de verdadeiramente interessante que se possa perceber racionalmente. Ao contrário, todo o que nos interessa realmente é misterioso, paradoxal, proibido pela moral ou a lei, impronunciável, inabarcável, imensurável… mas profunda e definitivamente desejável.
O desejo e sua fome permanentemente insatisfeita é um dos alicerces desta escrita em que tudo pretende abarcar-se, poetizar-se, mas nunca caçar-se, possuir-se ou controlar-se. O discurso literário surge como nascido de si próprio, e em plena liberdade desenvolve-se mediante um efeito de autogeração mágica. Nada parecido como as fórmulas catalogadoras do Poder. Nada, portanto, desejável para ele. Tudo, como acontece na vida, sempre a bordo da falésia.

{Palavra Comum}

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Clube leitura literatura galega Culleredo

Novo Clube de Leitura no Concello de Culleredo

Clube leitura literatura galega CulleredoO Concello de Culleredo decidiu apoiar a miña proposta de crear un Clube de Leitura sobre literatura galega que inclúa sempre a presenza da autora ou do autor. E non foi porque Culleredo non teña xa clubes de lectura doutra índole, senón porque o seu compromiso coa arte e a literatura do país no deixa de medrar.

No próximo luns 2 de abril, no ancestral inicio o ano e aínda co apoio da lúa chea tentaremos comezar unha actividade que tentará afinar as nosas sensibilidades, estimular o noso espírito crítico, favorecer a solidariedade e, en definitiva, aumentar as nosas conexións neurais promovendo o pensamento diverxente. Porque a análise da arte, lonxe de ser algo acientífico, implica unha actitude que engloba as áreas de coñecemento e aumenta a capacidade investigadora.

Finalizada cada lectura, faremos por ter a persoa que a escribiu para desfrutar dunha tertulia irrepetible sobre todas aquelas cuestións que a experiencia nos suscitou. Trátase de chegar a profundar o máximo posible utilizando, de partida, o menor aparato crítico posible. Porque para entender a boa literatura só é preciso asumir que foi escrita para nós, e que a simple experiencia da vida xa nos permite conectarnos á súa mensaxe e nos anima a dar a nosa opinión.

Como en todos os clubes de lectura que se precen, o importante é a participación colectiva nun debate en que a lectura é un pretexto para reflexionar sobre a vida e a arte. Poder contar, no final do proceso, coa autora ou o autor será un privilexio periódico e de incalculable valor que nos obrigará a un esforzo institucional e de coordinación importante. Algo creado para as máis amantes da lectura que co seu habitual espírito humanista terá, sen dúbida, un resultado feliz.

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Cf. Artigo de Sara Vázquez en La Opinión: “Libros contados de primeira man”.

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