Azeta Letras Galegas 2017 B

Letras Galegas 2017 (1)

Começa uma rica semana em eventos culturais em volta da celebração das Letras Galegas 2017. Hoje e amanhã andaremos polo meu antigo bairro corunhês, a Cubela (entre a Gaiteira e a Estação de Autocarros). Colaboraremos com o nosso querido livreiro Suso da livraria Azeta e andaremos a falar de literatura e a recitar poesia acompanhados dalguns dos maiores vultos da literatura actual, também vizinhos muito prezados. Este é o programa:

Azeta Letras Galegas 2017 B

Azeta Letras Galegas 2017 A
A inciativa do Concelho da Corunha, tão louvável (cfr. Programa Dia das Letras 2017 A Corunha) divulgou-se com este vídeo:

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Galiza e Portugal qual fronteira A

Galiza e Portugal qual (quais) fronteira (s)? ~ Debate no Porto

São muitas as interrogantes que uma pergunta assim faz remexer no miolo. Até porque há muito que não posso deixar de pensar “quais as fronteiras da Galiza?”. E não só a respeito de Portugal, essa irmã gémea que se criou sem as tutelas opressoras do colonizador Reino de Castela, mas a respeito do mundo. Porque para emigrar a Galiza não teve fronteiras, mas para crescer orgulhosa de seu corpo e espírito, livre de normas e preconceitos aniquiladores, é que sempre encontrou obstáculos por toda a parte. Há uma questão de psicologia social, se calhar, que talvez deve ser abordada de um novo modo. É isto uma intuição ou uma necessidade deduzida da queda incontestável da sua cultura? Deixo uma versão para as mentes espiritualistas e outra para as racionalistas.

A Galiza precisa de Portugal, porque é nele que se conserva um sangue compatível para uma imprescindível transfusão. Portugal não sei que é que precisa, mas não assumir seu passado galego será reconhecer que existe um trauma ou um problema identitário sem resolver. Hoje sabemos, depois de ser-nos ocultado por séculos sem conta, que a Galiza medieval, a visigótico-sueva, a romana e a celta é um território vivencial transminhoto que só nos corresponde reivindicar se o honramos fazendo-nos merecedores de seu legado. Um tesouro por descobrir, e talvez a chave de um futuro que até agora nos foi vedado. Read More

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Manifesto O fim do Apartheid

“O fim do Apartheid” na Corunha

O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque este manifesto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência.

No passado 17 de novembro os avanços do manifesto fôrom apresentados na Corunha, contando com a presença do professor da Universidade da Corunha Xosé Ramóm Freixeiro Mato e da poetisa Eli Rios. O debate posterior não eludiu ressaltar algumas incoerências do mundo cultural galego, mas decorreu no ambiente de fraternidade e respeito que só @s mais conscientes dos crus tempos que vivemos sabem alimentar. Como dizia meu avó, lavrador de trás-Deza que houvo de fazer vida na Corunha de pósguerra: «Paciência, ratos, que ardeu o moínho». E diria eu: daí para diante tod@s a ajudar.

{Palavra comum}

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