2019-05-23 RAIAS POÉTICAS 8 AFLUENTES IBERO-AFRO-AMERICANOS DE ARTE E PENSAMENTO 2019

RAIAS POÉTICAS 8: 24-25 de maio em Vila Nova de Famalicão

RAIAS POÉTICAS: AFLUENTES IBERO-AFRO-AMERICANOS DE ARTE E PENSAMENTO

PROGRAMAÇÃO

23 Maio
Casa do Território( parque da Devesa)
24 >25 Maio
Casa das Artes VILA NOVA DE FAMALICÃO PORTUGAL
CURADORIA: Luís Serguilha
Organização: Associação RAIAS-POÉTICAS
Apoio: Câmara Municipal de Famalicão

23 MAIO CASA do Território (parque da Devesa)
17h30
Raias Sonoras
C/ Filipe Campos Melo; Aurelino Costa; Manu Bezerra de Melo; Maria Toscano; João Manuel Ribeiro; Minês Castanheira; Alcimar Souza Lima; Orlando Alves; Abreu Paxe
18h30
Dobras do pensamento
O artista fez um pacto com a vida e com o pensamento: quebrar clichés!
C/ Joaquim Pimenta; Fernando Barbosa; Alcimar Souza Lima
Surfista: Helena Amaral Correia Romão

24 Maio CASA das ARTES
17h00
RAIAS SONORAS( POETAS)
C/ Tiago Alves Costa; Carla Carbatti; Alfredo Ferreiro; Carlos Nuno Granja; Maurício Vieira; Adília César; Vasco Catarino Soares; Vítor Cardeira; Luís Filipe Sarmento

18h00
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Dr. Paulo Cunha
18h30
RAIAS SONORAS( POETAS)
Fê-Luz; Ângela Almeida; Carla Muhlhaus; Alberto Pereira; Mariana Portela; Jaime Rocha

19h00
DOBRAS-de-PENSAMENTO
Escrever é tornar-se um bastardo, um traidor, um sintomatologista!
C/ Paulo P Domenech Oneto; Domingas Monte; Alcimar Souza Lima
Surfista: Elisa Costa Pinto

25 MAIO CASA das ARTES
10H00
DOBRAS-de-PENSAMENTO
O Escritor produz uma língua fora da maioria: uma língua que atinge o sublime quando o escritor deixa de ser escritor: o agramatical!
C/ Leonardo Maia; Anton Adam Freire; Abreu Paxe
Surfista: Júlio Sá

15h00
DOBRAS-de-PENSAMENTO
A DANÇA é um POEMA em construção na ruptura das palavras
C/ Ana Vitória; Helia Borges; Cristina Benedita
Surfista: Paxton Bausch

17h00
RAIAS-SONORAS (POETAS)
C/ Bruno M. Silva; Virna Teixeira; João Mendes Rosa; Gisela Casimiro; Francisca Camelo; Jorge Velhote

18h00
DOBRAS-DE-PENSAMENTO
O ACTOR atinge o animal em si: é a força do corpo do poema: dobra, desdobra a voz, a palavra e o falso, diluindo os limites dos órgãos
C/ Luisa Monteiro; Jaime Rocha; Thiago Arrais
Surfista: Celina Coelho Almeida

ESCRITORES, ACADÉMICOS, PROFESSORES, POETAS, ARTISTAS CONVIDADOS:
Paulo Guilherme Domenech Oneto (professor UFRJ, Brasil e Birkbeck, University of London); Leonardo Maia (professor UFRJ, Brasil e Université de Paris); Ana Vitória (coreógrafa, Bailarina, Professora universitária na Angel Vianna, Brasil) Jorge Velhote (poeta, fotógrafo, ensaísta, Portugal); Luís Filipe Sarmento (escritor, tradutor, Portugal); Filipe Campos Melo (poeta, Portugal); Aurelino Costa (poeta, actor, Portugal); Tiago Alves Costa (poeta, ensaísta, Galiza); Alfredo J. Ferreiro Salgueiro (poeta, ensaísta, Galiza); Abreu Paxe (poeta, ensaísta, professor universitário, Angola); Jaime Rocha (poeta, dramaturgo), José Lorvão (fotógrafo, Portugal); Luísa Monteiro (escritora, ensaísta, dramaturga e professora universitária); Carla Carbatti (poeta, ensaísta, Brasil); Antom Adam Freire (professor, escritor, Espanha); Mariana Guimarães (jornalista); Thiago Arrais (professor universitário, encenador, Brasil); Alcimar Souza Lima (psiquiatra, escritor e professor universitário, Brasil); Mariana Portela (poeta, Brasil); Bruno M. Silva (poeta, Portugal); Virna Teixeira (tradutora, poeta, editora, Brasil); Francisca Camelo (poeta, Portugal); Alberto Pereira (poeta, Portugal); Elisa Costa Pinto (professora e autora dos manuais Sinais, Signos e Plural, Portugal); Adília César (poeta, editora, Portugal); Ângela Almeida (ensaísta, investigadora científica, poeta, Ilha dos Açores); Carla Muhlhaus (escritora, ensaísta, Brasil); Manu Bezerra (poeta, Cronista, Brasil); Domingas Monte (escritora, Professora da Faculdade de Letras / Univ. Agostinho Neto e CEO da Associação Mwelo Weto, Angola); Gisela Casimiro (poeta, fotógrafa, Guiné Bissau); Vítor Cardeira (poeta, Portugal), Fê-Luz (poeta, artista plástica, Brasil); Maurício Vieira (poeta, Brasil); João Mendes Rosa (poeta, ensaísta e curador de arte, Portugal); Carlos Nuno Granja (poeta e curador literário, Portugal); Maria Toscano (poeta, professora universitária e actriz, Portugal); Celina Coelho Almeida (psicoterapeuta, Portugal); Vasco Catarino Soares (poeta, neurocientista, Portugal); Hélia Borges (psicanalista, pesquisadora e professora universitária na Angel Vianna, Brasil); João Manuel Ribeiro (poeta, editor, Portugal); Júlio Sá (professor de literatura portuguesa); Helena Amaral Correia Romão (pintora, galerista e professora, Portugal); Orlando Alves (poeta, Portugal); Minês Castanheira (poeta, Portugal); Cristina Benedita (professora de dança, pesquisadora Univ. Nova Lisboa, Portugal); Mônica Luhuma (Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, Angola); Joaquim Pimenta (professor, Artista plástico-fotografia, Curador de Arte, Portugal); Fernando Barbosa (dinamizador Cultural, Curador de Arte, Portugal)

HAJA RAIAS!

Cartografias aberrantes, turbulentas, plissadas, labirínticas, heterogéneas, ANORGÁNICAS (FAZER um CORTE no CAOS)
ANDAR-nas-RAIAS, no intermezzo, no entre-dois: tornar visível o invisível, tornar audível o imperceptível, tornar dizível o indizível, o intraduzível!
Haja cirandas estéticas-éticas-hápticas!
Haja pensamentos intensivos e potências do impensado!
Haja diferenças, experimentações e acontecimentos críticos!
Haja paradoxalidades, contágios, alegria dos encontros, composições afectivas!
Haja tempo puro, conexões-desejantes, dobras heterogéneas !
Haja línguas analfabetas-agramaticais e sombras expressionistas
Haja inconsciências, a-consciências, afectologias, complexidades!
Haja problematizações, transgeografias, topologias intempestivas!
Haja sensações, coexistências de loucuras que dizem SIM à vida!
Haja forças singulares, alógicas, aformais: haja corpos indomáveis!
Haja devires, espaços lisos e processos em variação!

Sentir os lances do acaso e mergulhar no IMPERCEPTÍVEL!!

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III Festa literária de Chaves

Alfredo Ferreiro: Palestras de José Saramago (edição espanhola)

Alfredo Ferreiro: Palestras de José Saramago (edição espanhola)

Mais um ano coube-nos a honra de desfrutar da Festa Literária de Chaves, organizada pelo Clube dos Amigos do Livro ao abrigo da Rotary Clube entre 14 e 17 de novembro de 2018. Com presença de Pilar del Río, Maria Graciete Besse, Amélia Muge, Michales Loukovikas e muitos outros vultos da cultura, tivemos a honra de participar este ano três galegos: Estefânia Blanco (cantora), Pedro Casteleiro (poeta) e eu próprio.

A ousadia minha foi maior do que nunca, uma vez que me atrevi a falar do processo de escrita do José Saramago a partir dalgumas declarações que ele deixou publicadas em textos de palestras e similares.

Também dissemos poesia, desfrutamos da voz de Amélia Muge e conhecemos a nova revista que em breve virá a luz, Via XVII, da mão de José Leon Machado e Ernesto Areias.

III Festa Literária de Chaves

Amélia Muge na Festa Literária de Chaves 2018

III Festa Literária de Chaves

Ernesto Areias e José Leon Machado na Festa Literária de Chaves 2018

O nosso contributo terminou numa inspirada mesa moderada pelo eficiente Filipe Delfim Santos sobre os conceitos de “fronteira”, “identidade” e “inspiração” (com Telmo Fidalgo Barreira, Pedro Casteleiro e Lídia Machado dos Santos).

III Festa literária de Chaves

Telmo Fidalgo Barreira, Pedro Casteleiro, Filipe Delfim Santos, Lídia Machado dos Santos e Alfredo Ferreiro Salgueiro na Festa Literária de Chaves 2018

E tudo no quadro da lindíssima Chaves, com o tempero da cortesia e o privilégio da hospitalidade das suas gentes (obrigado nomeadamente à Maria Manuela Santos Rainho, à Laura, e à presidência do Rotary Club de Chaves).

Jantar com Estefânia Blanco, Pedro Casteleiro, Filipe Delfim Santos, Michales Loukovikas, Amélia Muge, Maria Graciete Besse, Ernesto Areias e Laura na Festa Literária de Chaves 2018.

Jantar com Estefânia Blanco, Pedro Casteleiro, Filipe Delfim Santos, Michales Loukovikas, Amélia Muge, Maria Graciete Besse, Ernesto Areias e Laura na Festa Literária de Chaves 2018.

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Bolcheviques 1917-2017 por Teresa Moure (cood)

Bolcheviques 1917-2017: Teresa Moure (coord) no Culturgal

Bolcheviques 1917-2017, por Teresa Moure (coord.)«Em 2017 a Revolução Bolchevique faz 100 anos. Boa parte dos acontecimentos deste século pode interpretar-se em relação ao impacto internacional desses ideais revolucionários e à forma como se puseram em prática: alinhamento de países e guerra fria, competitividade entre o bloco socialista e o bloco capitalista, confrontados no campo ideológico mas também no tecnológico e no militar. Paralelamente, produzia-se um conflito subterrâneo que rompia as fronteiras geográficas: filosofias dissidentes introduziam esse cerne ideológico em novas esferas do pensamento; contraofensivas, como as políticas do bemestar, controlavam o avanço do socialismo em países capitalistas; conceções artísticas, símbolos e vanguardas sociais desenhavam um novo mundo. Tudo ficou alterado. Cem anos depois, a velha guarda comunista aproveitará para reivindicar o legado transformador do bolchevismo; o pensamento ultra-liberal para expor à luz alguns episódios de violência e opressão na sua face mais escura.

Este livro pretende ser o contributo galego para essa necessária revisão; uma maneira de participar neste território da Galiza na voragem, se não daqueles acontecimentos, sim da reflexão sobre o seu impacto histórico e ideológico. Bolchevismo e bolchevismo na Galiza.

Duas editoras, a Xerais e a Através, aceitaram um plano sem precedentes: construírem juntas um único livro em dois volumes, marcando uma via de confluência e de inspiração para a convivência das tradições políticas e ortográficas de quem defende neste país a vitalidade da nossa língua e do ensaio redigido nela.» [Através Editora]

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O rastro que deixamos, de Agustín Fernández Paz

Hoxe temos que agradecer o envío da última obra de Agustín Fernández Paz, publicada en Xerais:

«Coma se fosen as pedriñas coas que Hansel marcaba os seus pasos pola espesura do bosque, O rastro que deixamos reúne por vez primeira traballos dados a coñecer por Agustín Fernández Paz en diferentes medios e contextos ao longo do tempo, así como outros que permanecían inéditos. Neles, o autor aborda un regueiro de episodios fundamentais na súa vida, retallos da memoria que nos permiten achegarnos á ética e mais á poética do escritor. Estes rastros son unha mostra de dúas liñas de traballo esenciais, a memoria da infancia e o oficio da escrita. Na primeira parte, baixo a epígrafe «As paisaxes da memoria», reúnense escritos onde predominan as vivencias da nenez e da mocidade, naqueles anos en que asistiu á creación do mundo na súa Vilalba natal. Os textos da segunda, titulada «O oficio de escribir», fálannos da súa paixón pola lectura e pola escrita, así como da súa fe na forza das palabras para cambiar o mundo e cambiar a vida […]» {Ler máis en Edicións Xerais}

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Amigos e sodomitas, de Carlos Callón

Amigosesodomitas_CCallonA lectura de Amigos e sodomitas. A configuración da homosexualidade na Idade Media (Sotelo Blanco), de Carlos Callón, foi dobremente reconfortante. En primeiro, resulta ideoloxicamente oportuno visibilizar como se merece unha realidade social que as novas políticas reaccionarias do nacionalcatolicismo español pretenden manter oculta, para que non se produza de novo un enquistamento moral moi pernicioso para a cidadanía. En segundo, celebro que máis un traballo intelixente e rigoroso veña dar luz sobre a nosa literatura medieval, probablemente a máis rica de toda a cristandade hispánica no medievo.

Que os preconceitos en épocas pasadas non foron tan rixos na cuestión sexual como nos tentaron asegurar, é algo ao que xa nos imos acostumando. Mais que a Idade Media non foi unha época de escurantismo, miseria, abuso e enfermidade debemos repetir con voz alta. Ao revés, nesta época o esplendor da Galiza era observado desde toda Europa: a poboación era abondosa, a construción era constante, a comunicación co norte europeo así como co sul arabizado era constante, as mercadorías por terra e mar eran habituais e, en fin, o predominio político da dinastía galaica facíase notar pola cristiandade e o Al Andalus, o que facía de Galiza unha referencia política en toda Europa; Compostela debeu ser no seu tempo, no terreno cultural, como o París do século XX.

Na Idade Media, agora ben se sabe, Compostela converteuse ademais en case unha segunda Roma, o que vai en consonancia co carácter imperial da dinastía galega. Nunha altura, esta liña familiar non só ostentaba os reinos de Galiza, León e Castela, senón que algún dos seus membros era nomeado emperador, facto que o situaba por cima de todos os reis, inclusive dos musulmanos, herdeiros dunha fraccionada Spania tomada polos seus ancestros aos visigodos cando a conquista de capital toledana.

Ora ben, a Igrexa Católica intransixente e castigadora de práticas moralmente pedadentas non aparece até finais da Idade Media. Moito polo contrario, na época en que Compostela florece como centro económico, político e cultural en Roma os papas con frecuencia pasaban o tempo rodeados de riquezas incontábeis e nas máis desenfreadas orxías, nunha superficial imitación do colosal poder da Roma clásica. Os costumes, neste sentido, eran como ben nos lembra Callón moito máis laxos do que se pensa actualmente, ademais de seren probabelmente influídos pola constante interrelación cultural entre o Atlántico e o Mediterráneo.

Neste contexto, que as naturais inclinacións homosexuais non estivesen reprimidas como algúns queren sempre ver, non debe estrañarnos, e isto ben se reflicte na nosa literatura medieval. Callón estuda multitude de textos con referencias patentes ao asunto da homosexualidade, tanto na poesía canto na narrativa, sen deixar de ofrecer paralelamente un cadro histórico, xurídico e consuetudinario que nos regala non menos sorpresas sobre a visión que da homosexualidade tiñan os nosos antepasados.

A obra de Callón descobre máis un filón para recuperarmos algo tan importante como a nosa Historia sexual, que tanto ten a ver co que hoxe socialmente somos e aínda co que desexamos ser. É unha obra profunda mais fácil de ler, que se centra na análise textual. Neste sentido, se recoñecese a lírica medieval como teatro, tal como defendemos noutras ocasións, outras pontencialidades xurdirían. Efectivamente, o teatro permite estudar ademais do texto literario o texto espectacular, é dicir, aquel que se escenifica realmente e que pode ser visualizado como diverso do que literalmente foi escrito polo autor, nomeadamente cando non existen acotacións. Un exemplo ben pode ser a recreación da pequena peza titulada por Nodar Manso Donzela, onde as cantigas de dous trovadores son representadas como unha única peza en que ambos, con referencias xestuais explícitas sobre a sodomía, satirizan unha doncela mediante un diálogo que usa termos faciais e non xenitais. Podedes ver ilustrada esta peza no seguinte vídeo, nunha interpretación de Tati Mancebo, Carlos Sante e miña, se tedes paciencia para atopala da metade para o final e perdoades as miñas limitacións como actor.

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