palavra comum por marcos ferreiro

Volta a nosa revista galega lusófona: “É com a Palavra que edificamos o Mundo”

palavra comum por marcos ferreiro

Fotografia de Marcos Ferreiro, novo curador na PC

«A Revista Palavra Comum está de volta. Vem renovada nas vontades. Ao mais distraído pode parecer estranha, ligeiramente diferente. Mas é ela, a de sempre, a Comum: inquieta, livre e do Mundo. Nela mantém-se a voz de um tempo, os seus sentidos e as suas ânsias. Os seus caminhos longos e de horizontes largos. Há traços do seu corpo rebelde, há ensejo da paixão. Fronteiras que se desfazem ao seu passo. Vínculos que se fortificam. Eterna busca e territórios de experimentação. Há vida! Porque ela sabe: comovemo-nos com o absurdo de estarmos aqui trespassados por uma urgência. Farejamos esse último aroma, essa sensação de duração, essa assombrosa e impiedosa maquinaria da beleza. Erigimo-nos para nos defender da barbárie. Porque o mundo sufoca. O tempo atomiza-se. E por isso ela vem para demorar-se nesta sua nova etapa. Reagindo a uma “época de pressa”, ao efémero. Por isso ela é Palavra, Comum. Motor do sonho. Instante de deslumbramento. Ninguém poderá estar mais vivo quando dela se acercar. Talvez assim se explique a sua ansiedade, a sua rebeldia, o seu fulgor. Perscrutando talvez o impossível…

A Revista Palavra Comum está de volta, venham juntar-se a ela!»

{Palavra Comum}

 

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Destino

Praia de Arteixo por Alfredo Ferreiro 2014

Quando as árvores não deixam ver o bosque é preciso sairmos a campos dilatados ou a vastos areais para olharmos o horizonte que nos dá a medida do universo e a parte que nos toca na liquefação do céu e na evaporação da água do oceano. As pingas são uma boa medida para o pensamento, essa atividade errática sobre a matéria percebida. Porque o pensamento, ainda o mais ordenado, é uma errância manifesta sobre uma objetividade governada pelo acaso ou por referências ligadas inconscientemente. Caminhamos em aparência sem rumo e os caminhos revelam aquilo que mais pesa, aquilo que mais dói e aquilo que se deseja. Conforme avançamos, o que achamos converte-se em indício dum destino surpreendente e esquivo.

{Palavra Comum}

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