II Festa da Literatura de Chaves (FLIC II)

Na próxima quarta-feira, 8 de novembro terá início a II festa da Literatura de Chaves, tendo como entidade organizadora o Clube dos Amigos do Livro de Chaves, instituição que pertence ao Rotary Club de Chaves. Este evento tem como finalidade a divulgação da literatura na cidade e na região apostando quase em exclusivo em autores flavienses e transmontanos em número superior a duas dezenas.

A FLIC II irá contar com onze mesas de trabalho, decorrendo três delas na sede dos Agrupamentos de Escolas de Chaves, uma no Estabelecimento Prisional, outra no Regimento de Infantaria e por último na Biblioteca de Verín em cooperação com o Clube de Leitura local. As restantes cinco mesas terão lugar no salão nobre do Rotary Club de Chaves. A esta festa associa-se uma exposição de arte (escultura e cerâmica), música, dança e pequenos excertos teatrais. Na manhã de sábado, dia 11, haverá um Peddy Paper literário com os escritores a percorrerem os lugares mais emblemáticos da cidade.

Este evento conta com o apoio da Universidade Sénior e várias outras instituições da cultura local esperando-se uma boa adesão do público.

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Oportunamente serão todos os autores contactados pela empresa Traga Mundos que se encarregará da venda dos livros que cada autor lhe enviar a titulo pessoal ou através da sua editora. A venda de livros nada tem a ver com a organização do evento. Para além da literatura acontecerão uma mesa de arte, uma exposição de pintura, e momentos de música e teatro associados.

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Programa (cf. PDF): […] Ler mais

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O Dia das Letras no bairro da Cubela

Foi um prazer participar nas atividades desenvolvidas pela a Livraria Azeta para o Dia das Letras Galegas 2017.

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Letras Galegas 2017 (4): "No caminho das artes"

No próximo sábado 20 de maio participaremos no “No caminho das artes”, um encontro com as artes entre gentes da Galiza e Portugal (música, escultura poesia, e pintura) no Museu “Terra de Melide” e na Capela de Sto. António em Melide. Mais uma oportunidade para desfrutar de natural irmadade galego-portuguesa em companhia d@s amig@s melidenses.

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Día das Letras Galegas (2&3)

«Semana das #letrasgalegas con actividades e dentro da programación cultural do Concello da Coruña
A Libreria Formatos súmase coa seguinte axenda:

Mércores 17, ás 12:30h.
• Xavier Alcalá achéganos a figura de Carlos Casares.
• Recital poético con #PedroCasteleiro, #EstibalizEspinosa e #XavierSeoane.

Xoves 18, ás 19:45h
• Presentación do novo título da editorial Figurandorecuerdosedicions, “#AAlquitara” de #Troubs, na primeira traducción ó galego. Presentación a cargo do escritor #SéchuSende e a editora #rosaespiñeirapan.
• Inauguración da exposición “A Alquitara” con reproduccións en gran formato da obra deste recoñecido pintor/debuxante/creador francés e proxección.»Letras Galegas 2017 Bitacora

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«Hoxe às 21:00 – 22:30, no BITÁCORA Santa Cristina (Avda. das Américas, 55, 15172 Santa Cristina, Galicia, Spain) queremos celebrar o día das Letras Galegas cun acto festivo e multidisciplinar. Queremos achegar dun  xeito ameno a nosa cultura á xente. E para iso nada mellor que facer un recital de poesía, unha charla sobre narrativa e todo acompañado da fantástica música de Carla López (Mielitza). Estades tod@s convidad@s ;-)».

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So long, Leonard

Tudo começa com a necessidade

Eu necessitei-te para escrever poesia, para cantar, para pensar, para sentir, para compreender que a verdade pode usar roupas singelas.

Escrevi esta canção há aproximadamente um mês. Registei a melodia diretamente, sem pensar; a letra também saiu só. Queria que soasse a ti e utilizar fragmentos das tuas canções para devolver-che algo de tudo o que me deras ao longo dos 32 anos que há que te conheço.

Gravei esta humilde versão com o telemóvel para começar a trabalhá-la com o amigo Tito Calviño e Nacho Pedrosa, o meu professor de percussão, com a ideia de convidar mais amigas músicas e mandar-cha logo. Com a tua morte o projeto já não faz sentido para mim. Mas a canção existe e para mim serviu.

Quando soube que morreras pensei que tinhas sido um homem afortunado a quem, com certeza, a vida oferecera oportunidades de viver em paz. Nesse momento comecei a receber mensagens de amigas que se lembraram de mim ao conhecer a notícia e emocionei-me muito.

A paz seja contigo, Leonard Cohen. A mim já me ajudaste a senti-la um pouco mais próxima.

Letra, música, guitarra e vozes: Táti Mancebo.

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NOT SO HARD

It’s been so many years since I heard your song begin
It’s been so many maps that I sailed since in the dark
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
My future will be your present, I am only passing through.

It’s been an easy trip as I felt you were with me
It’s been like running hard when your voice would fall apart
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be voices with the naked when we choose the precious few
Steer your way, get ready, wear a raincoat, dress in blue.

You know my fingerprints left no traces on your skin
I feel they’re growing fast when your song is good enough
There were heroes in the seaweed across the days we’d save for life
There are chocolates in the boxes for our sisters in the night
There’ll be no one, there’ll be nothing, there’ll be never any good
Now I know that I’m returning, I’m just coming back to you.

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Tradução: NÃO TÃO DURO

Há tantos anos que escutei começar a tua canção
Há tantos mapas que comecei a navegar na escuridão
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
O meu futuro será o teu presente, eu simplesmente estou de passagem

Foi uma suave viagem desde que te senti comigo
Foi como correr a mil quando a tua voz desapareceu
Havia heróis nas algas, através dos dias que guardaríamos para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Haverá vozes com as despidas quando escolhermos as mais valiosas
Anda o teu caminho, prepara-te, leva gabardina, viste de azul

Sabes que as minhas pegadas não deixaram rasto sobre a tua pele
Sinto que medram rápido quando a tua canção é boa
Havia heróis nas algas, através dos dias que gostaríamos de guardar para toda a vida
Há bombons nas caixas para as nossas irmãs na noite
Não haverá ninguém, não haverá nada, nunca nada bom
Agora sei que estou a voltar, estou a voltar a ti.

Fotografia: Excerto da página oficial.

{Palavra comum}

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Quedam poucos como Narf

Santiago Auserón Juan Perro e Fran Pérez Narf: homenaxe a Pepe Rubianes en Vilagarcía (2/2). Foto de Alfredo FerreiroPenso que poucos restam como ele, com tanto talento, tanta multidisciplinaridade e com tamanho espírito tribalista. Gostava nos últimos tempos, em que tantas atitudes reacionárias semelham querer impedir o progresso individualizado do país (a direita, como sempre) e até não deixar-nos evoluir (a esquerda) para as novas fórmulas que o iminente futuro reclama, de imaginar que uns dos capitães induvidáveis do necessário Tempo Novo havia de ser o Fran Pérez ‘Narf’. Agora só poderemos contar com a sua permanente presença nos nossos corações. É uma dura lição que devemos apreender: que o tempo foge e que é preciso aproveitá-lo enquanto os nossos irmãos permanecem ao nosso lado. Logo tudo pode ser bem mais difícil.

Trago para aqui estas fotos tiradas em 2009 aquando da homenagem ao Pepe Rubianes, aonde nos coubo a honra de apresentar-lhe o Santiago Auserón, artista que já nunca deixou de valorizá-lo, como podereis ver nos vídeos que ofereço a seguir. Do último disco com a Uxia, Baladas da Galiza imaxinaria, o artista saragoçano opinava no verão de 2015 que havia de ser uma obra realmente marcante, não só na Galiza mas no panorama espanhol.

Naquele encontro de Vila-Garcia apresentamo-nos como admiradores seus, no que só acreditou quando lhe demonstramos que cantávamos de cor todas as canções que criara para Rio Bravo, do grupo de teatro Chévere, mais de vinte anos antes. “Quedan poucos coma el”, é certo, mas  com certeza a sua musa ha de nos guiar polo melhor caminho.

Fotos e vídeos: Alfredo Ferreiro.

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Atmosferas: diálogos poético-musicais

«A música de Aida Saco Beiroa interaccionará directamente, ao vivo, coas obras poéticas de Sonia Andrade, Pedro Casteleiro, François Davo, María José Fernández, Alfredo Ferreiro, Xosé Iglesias, Antom Laia, Tati Mancebo, Luís Mazás, Teresa Ramiro, Paco Souto e Ramiro Torres».

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Caxade, mestre do amor

Há um tempo que venho reparando nas obras do Caxade, na sua mestura de tradição e vanguarda,  e não podo menos que surpreender-me cada vez. Entre os ingredientes das suas criações figura uma massa fina e delicada composta pola tradição popular das bandas de música, algo que me lembra um agradável cheiro a foguetes, polvo, sessão vermute, petardos, rapazes a correr por entre os velhos no campo da festa e adolescentes fugindo dissimuladamente do bulício da verbena para buscar os melhores abraços do verão sob a cumplicidade das estrelas; e isto, junto duma perspetiva pessoal que tem seu aquel de surrealista, libertário e criador de mundos (im)possíveis dos que podermos olhar “a dança dos moscas”, a “gente pota”, os “capadores de extraterrestres”, como sendo o artista um “afiador da realidade” que afinal assume o objetivo comum a todo filósofo, a todo poeta em seu mais vasto sentido: discernir o que em definitiva “é o amor” e mostrá-lo numa linda alegoria em que podermos libar algo da imarcescível e obscura harmonia do mundo.

Aliás, o fato de partilhar cenário com a Banda de Música da Bandeira toca-me de perto, pois as Terras de Trás-Deça são aquelas em que as raízes da minha família se assentam desde que tenho conhecimento. […] Ler mais

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Entrar na casa: Ignacio Castro e Eduardo Estévez

Ignacio Castro (fotografia) e Eduardo Estévez (poesia) publicárom em Estaleiro Editora o livro Entrar na casa, que foi apresentado no café Linda Rama da Corunha em 2 de dezembro. Para além da perfeita conjunção de poemas e fotos, de delicada sensibilidade minimalista, foi um luxo inusitado poder ouvir o concerto renascentista de Andrés Díaz (viola de mão) e Belén Bermejo (voz). Aqui deixamos testemunho do sublime ambiente que estes quatro artistas forom capazes de criar:

Não perdam, aliás, a entrevista de Montse Dopico: «[…] entrar na casa é froito dun encontro co fotógrafo Ignacio Castro. Como foi?

Livro e fotografia e poesia Entrar na casa, de Ignacio Castro e Eduardo Estévez

Entrar na casa: Ignacio Castro & Eduardo Estévez

Eduardo Estévez: Ignacio Castro leu o meu libro construcións e viu que había unha relación entre a súa e a miña forma de mirar. Levo tempo dándolle voltas ao tema de mirar dunha maneira diferente. Interésame moito a literatura militante, que a verdade é que envexo, pero a min non me sae. Pois a maneira que atopei de facer algo semellante foi esa: tentar mirar as cousas desde outra perspectiva. Non para levar a mirada dos demais á miña, senón co obxectivo de que o lector se decate de que hai outras formas de mirar. En construcións facía iso mirando aos pequenos detalles. Porque mirar o detalle pode ser outro xeito de ver o total, o xeral.

Pois Ignacio Castro envioume unha ligazón para que puidese ver as súas fotos. Intercambiamos varios correos e unha vez e díxenlle que un día podiamos facer algo xuntos. Nunha semana respondeu: facemos? E así foi. Establecemos un diálogo do que o libro é resultado. Non é un libro de poemas con fotos nin un libro de fotos glosadas con textos. Eu escribín textos a partir de fotos, el fixo fotos a partir de textos… e os dous intervimos no que facía o outro. El orientaba os meus textos e eu as súas fotos.

MD: Comentas no teu blog que o libro foi rexeitado nas editoras grandes.

EE: Non é un libro para mandar a premios. As editoras grandes teñen estruturas ríxidas. É difícil que se saian da súa maneira habitual de facer as cousas. Non é só unha cuestión económica. É moi complicado que saian das coleccións que teñen prefiguradas. As editoras máis grandes non poden deixar de publicar poesía, non poden permitirse iso, pero tampouco lle ven posibilidades de negocio.

Mirei tamén nas editoras pequenas, e polo menos responderon. Case a totalidade dixo que o libro lle gustaba pero que non podía publicalo ou non podía facelo sen axuda. Ata que apareceu Estaleiro, que asumiu o risco, eu creo que sen pensar moito na dificultade que ía supoñer publicalo. E eu recoñézolles moito o esforzo que fixeron nese sentido. Quedou un libro moi digno. […]»

{Praza Pública}

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Duas noites de música tribalista com Uxía, Narf e Santiago Auserón Trío

No último fim de semana do mês de Julho, antes e depois da festa nacional que sempre celebrei como exaltação das tradições galegas e das raízes labregas da família, tive a honra de ouvir e me encontrar com três dos cantores vivos que mais admiro. Uma honra, aliás, que jamais tinha suspeitado na juventude nos meus melhores desejos para o futuro.

Uma honra multiplicada, vou dizer, até porque estas três potências da arte melódica atuárom muito concertadamente em dous inolvidáveis concertos, fazendo gala do mais puro espírito tribalista, que é aquele com que felizmente as mouras ocultas dos nossos castros nos iluminam quando o talento e a fraternidade se unem para converter um ato colectivo em intransmissível experiência individual.

Não podo contar muita cousa que sentim nestes dous dias. Talvez a minha gratidão sincera aos amigos por ter repartido tanta arte de modo tão generoso e magistral. Agradeci também abraçar o mestre Joan Vinyals e conhecer os geniais Budiño e Gabriel Amarant, para além dos já para mim imprescindíveis Rosa Bugallo e Marcelo DoBode. E a Miguel, gerente do Náutico de Sto. Vicente do Mar, vaia a minha gratidão mais profunda pola sua hospitalidade.

Ofereço aqui os dous vídeos que fum capaz de gravar com o telefone.

 

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