Club de Lectura de Arteixo

Club lectura Arteixo 2017 (El Ideal Gallego)

Club lectura de Arteixo, 2017 (Fonte: El Ideal Gallego)

Desde hai uns anos veño colaborando con algunhas institucións na coordinación de clubs de lectura. Coordinar, neste caso, significa tentar cubrir a falta de aparato teórico cando é necesario, dun modo intuitivo e sen entorpecer o natural percurso reflexivo sobre as obras literarias. Porque, en casos como o Club de Lectura de Arteixo, nacido ao abeiro da Biblioteca Henrique Rabuñal, xa partían dun procedemento de participación moi claro; só precisaban, e así mo fixeron saber, “aprender algo”. Eu inmediatamente comprendín: só desexan coñecer algunha ferramenta teórica para poderen debullar mellor o valor estético e humano do que len.

As boas obras literarias propóñennos uma particular interpretación do mundo, e como foron escritas para nós só coa experiencia que teñamos da vida debemos poder facer unha interpretación proveitosa. Proveitosa para nós, pois non hai outro obxectivo maior. Porén, é común mostrar certas inseguridades, como a necesidade de consultar a crítica antes atrevérmonos a falar, ou non saber a onde poden chegar as interpretacións dunha pasaxe determinada. Chegados aquí, eu sempre argumento que a cousa é máis sinxela do que parece: os límites dun discurso interpretativo están no propio texto, na prudencia de argumentar apoiándonos no que figura literalmente nel. Todas as interpretacións son válidas, por tanto, se ben argumentadas e apoiadas no que foi escrito.

O feito de que varias interpretacións sexan igualmente aceptables, lonxe de facer o proceso hermenéutico máis complicado, abre un abano de posibilidades que nos libera da verdade monolítica e nos fai encontrarnos coa auténtica verdade, é dicir, algo que poderíamos definir como unha visión poética da vida. Se lembramos que ‘poesía’ significa “creación”, entenderemos mellor que tamén cada interpretación é unha creación, mesmo a interpretación da propia autora, e que unha nova non contradí as anteriores senón que enriquece a súa gama de cores. Porque a verdade é única e ao mesmo tempo diversa, de tal modo que só mediante unha imaxe poética pode ser expresada. Isto podería explicarse mediante a alegoría dunha árbore que, tendo un tronco único e afondando as súas raíces na terra da experiencia vulgar, ergue as súas ramas en múltiplas direccións o ofrece ao observador unha combinación case infinita de follas e froitos que muda dependendo do ángulo con que se observe.

Toda esta riqueza interpretativa, a da autora e a das lectoras, por tanto, libéranos porque nos abre a unha nova e sempre posible interpretación da vida. E isto ten máis valor do que por regra recoñecemos, xa que a vida que merece a pena vivir é unha continua transformación do de dentro e do de fóra, algo ao que sen dúbida nos poderemos adaptar mellor se a través da literatura e a arte practicamos unha visión poética da vida.

{Galicia Confidencial}

P.S: Cfr. versão em português na Palavra Comum.

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Noelia Díaz (El Ideal Gallego): «La lectura es un hobby que apasiona a millones de personas en el mundo, aunque en Arteixo tiene especialmente enganchadas a las mujeres. Los tres clubs de lectura que existen el municipio –Arteixo, Meicende y Pastoriza– están compuestos exclusivamente por féminas y en auge. Read More

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Foto: Táti Mancebo, Inês Sampaio e José Pinto em Arteijo (Galiza), por Alfredo Ferreiro.

Magia à beira do oceano

 Muitas vezes minha filha me tem perguntado se acredito em fadas, ou na magia, o que vem dar na mesma, e sempre lhe tenho dito que sim, como agora mesmo acredito, embora em certos contextos limite a minha asseveração ou eluda uma resposta direta por medo à incompreensão de um público pouco propenso ao poético. Para mim o poético é mais abrangente que o racional, inclui este e o transcende vinculando o mensurável aos inúmeros mistérios da vida, e aí tento ter sempre presente o legado surrealista assim como as mais antigas tradições. O verdadeiro conhecimento consiste em descobrir essas ligações, e a atitude mais sábia intuirmos a sua existência.

 A foto que hoje ofereço não representa para mim tão só um instante, mas um sentimento globalizante que parte de mim e abrange a terra e o mar, as pessoas com seus limites e potências, a vida como uma conta que não deixa de somar e da que convém lembrarmos os resultados mais positivos. Foi mercê ao projeto Cultura que Une que conhecemos a Táti Mancebo e eu a Inês Sampaio (música e poeta) e o José Pinto (poeta e performer) em Vila Real, que logo veio juntar-nos de novo em Ponte-Vedra em volta de mais um recital. A continuação partilhámos novas experiências juntos em Coristanco (recital musical improvisado na casa do Júlio e a Sónia, degustação do polvo à feira pescado e cozinhado pelo poeta Xosé Iglesias…).

A compreensão mútua foi tanta, a harmonia na perceção poética tão grande que a magia não podia senão fazer-se presente quando acudimos à Praia de Repibelo. Nesta foto podeis ver como perante a Táti a Inês está a acarinhar a energia poética do Atlântico norte e o José consegue mesmo apresar uma porção da força criadora do oceano.  Hoje o José Pinto está em Cabo Verde e a Inês Pedrosa em Amarante, ambos os dois, se calhar, como nós, alimentando a inspiração com os tesouros que apanhámos juntos durante o verão.

Foto: Táti Mancebo, Inês Sampaio e José Pinto em Arteijo (Galiza), por Alfredo Ferreiro.

{Palavra Comum}

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certame manuel murguia de arteixo vencedores 2016 por nifunifa 1000px

Entrega do Certame Manuel Murguia 2016

Este é um pequeno vídeo sobre o evento de ditame e entrega de prémios do “Certame de narracións breves Manuel Murguía” de Arteijo que em 2016, pola primera vez, me coubo a honra de coordenar. Devo agradecer a confiança que a equipa de governo atual, comandada por Carlos Calvelo, depositou em mim, assim como a lavor de organização do evento da equipa de Cultura do concelho, que com uma experiência de 25 anos não deixa nunca nenhum cabo sem atar. E, por suposto, à lavor dos anteriores coordenadores, Julio Mancebo Moreiras e Henrique Rabuñal Corgo, que deixárom um trabalho prévio impecável que só será, no melhor dos casos, possível atualizar.

O trabalho de câmara corresponde à nossa amiga Abo, a quem agradecemos a colaboração.

{Palavra Comum}

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certame manuel murguia de arteixo vencedores 2016 por nifunifa 1000px

Vencedores no Certame literário de Arteijo

a garza insomne 2016 certame manuel murguia 250px«Os prémios conhecêrom-se durante a cerimónia celebrada durante a noite de ontem, 13 de maio às 19:30 hs no Centro Cívico do Concelho de Arteijo. Durante o ato de entrega, que foi comandado polo professor e escritor Henrique Rabunhal, o novo coordenador do certame, Alfredo Ferreiro, apresentou o volume A garza insomne, que recolhe os nove relatos finalistas das  anteriores três edições, e sobre o que valorizou “a colaboração do fotógrafo Xacobe Meléndrez, cuja garça real preside a portada do livro; e também o trabalho esmerado e rigorosamente profissional de Galáxia, editora que nos honra colocando o nosso livro na sua coleção literária principal, fato que assegura a sua máxima divulgação”. O escritor Xavier Alcalá interveio em representação da editorial e confirmou o interesse de Galáxia em apoiar os criadores e as criadoras dentro e fora do país, para o que está empenhada na atualidade na sua modernização e internacionalização, nomeadamente nos mercados hispanófono e lusófono.

A continuação o coordenador leu a ata do júri, composto polos escritores Teresa Moure Pereiro, Marcos Sánchez Calveiro, Antonio Piñeiro Fernández (vencedor na 24ª edição) e Alfredo Ferreiro (coordenador que assistiu como secretário, com voz e sem voto), em que se revelava que  tinham decidido por unanimidade os três prémios dos finalistas:

1º Prémio, com 4.000 € e a publicação da obra, para o relato “Hai patios de luces tristes”, de Diego Giráldez;
2º Prémio, com 500 € e a publicação da obra, para o relato “O mérito da chuva”, de Carlos Quiroga;
3º Prémio, com 300 € e a publicação da obra, para o relato “A aranha de Sidney”, de José António Lozano.

grupo 4 jazzO evento contou com a atuação musical do grupo 4 jazz, que interpretou temas com letra de Manuel Maria assim como outros dos cânones líricos galego, português e brasileiro.

A velada tinha começado com a plantação de uma árvore comemorativa do 25º aniversário do Certame em que luz uma placa com a seguinte legenda: “Com raízes na Terra / a língua medre / e a literatura floresça”. Como fim de festa, ofereceu-se uma refeição de convívio na sala de exposições do Centro Cívico.

A esta edição do certame apresentárom-se 72 obras originais, das que 60 fôrom selecionadas para a valorização do júri por cumprirem devidamente as bases.

Alfredo Ferreiro
Coordenador do Certame».

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Finalistas do “Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo”

logo Certame Manuel Murguia de Arteijo«Reunido o xurado o pasado 30 de abril, a organización do Certame anuncia os finalistas e céntrase na cerimonia de entrega de premios que se celebrará o próximo 13 de maio, venres, ás 19:30 no Centro Cívico do Concello de Arteixo.

Reunido o xurado, composto por Teresa Moure Pereiro (escritora), Marcos Sánchez Calveiro (escritor), Antonio Piñeiro Fernández (gañador da 24ª edición) e Alfredo Ferreiro Salgueiro (coordinador, que asistiu como secretario, con voz e sen voto), decidiu por unanimidade conceder os tres premios ás seguintes obras finalistas (por orde alfabética de autor):

O mérito da chuva, de Carlos Quiroga
Hai patios de luces tristes, de Diego Giráldez
A aranha de Sidney, de José António Lozano

Os premios, que se coñecerán durante a cerimonia, contan coa seguinte dotación: 4.000 € para o primeiro, 500 € para o segundo e 300 € para o terceiro.

O acto de entrega ofrecerá ademais outros alicientes para todos os asistentes: o volume A garza insomne, consistente nunha edición dos nove relatos finalistas das últimas tres edicións do Certame, a actuación musical do grupo 4 jazz, a plantación dunha árbore conmemorativa do 25º aniversario e un viño de honra como fin de festa.

O evento incluirá ademais unha lembranza musical e literaria da figura de Manuel María, escritor homenaxeado este ano no Día das Letras Galegas. Para tal fin contarase durante toda a semana no recibidor do CCC cunhas láminas sobre a súa vida que remitiu a Xunta de Galicia e que foron completadas con outras elaboradas no Concello nas que se mostra a súa relación con Arteixo dende o ano 1996. O día 13 tamén estarán a disposición do público asistente algúns dos libros do autor da Terra Cha.

Contacto: Alfredo Ferreiro (609 653 176)
Coordinador do Certame de Narracións Breves Manuel Murguía de Arteixo».

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