Debates político-literários

Xavier Alcala por Nifunifa«Há tempos que, por regra, não há debates de peso na intelectualidade do país. Será que a vida política, que balança do roubo nas arcas públicas ao messianismo mais superficial, produz um fastio paralisante nas plumas galegas. Mas existem, no entanto, exceções como o Xavier Alcalá, que vem livrando em solitário uma guerra pola dignidade do Centro Pen de Galicia, segundo as declarações que como aprendiz de outsider não deixo de seguir (cfr. “Centro Pen” no blogue O levantador de minas).

Nesta ocasião o professor Alcalá houvo de trazer para a mesa velhos argumentos para defender algo básico: não se pode falar em literatura galega —enquanto a língua galega ainda não desaparecer— sem assumir que a escolha linguística é uma marca de galeguidade incontornável. Read More

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Sobre a Feira do Livro de Buenos Aires

Feira do Libro de Buenos Aires 2016 autoresLá vão as nossas escritoras e escritores para a Feira e quase ninguém sabe o que pretendemos vender. E isto não é pola sua falta de criatividade, do seu imenso voluntarismo ou de um inviolável compromisso com a língua do país. É devido ao incerto interesse dos nossos responsáveis políticos por aproveitar isso que se está a converter numa vácua litania: a FILBA (21 de abril a 9 de maio) é uma ocasião única para visibilizar a nossa cultura!

Ninguém deve duvidar de que a nossa literatura, neste mercado global que agora tudo governa, tem de internacionalizar-se, e começar por Madrid ou Buenos Aires poderá de ser uma opção incontestável. Também sabemos que a organização da Feira está a dedicar os seus melhores profissionais (alguns deles de ascendência galega) na divulgação dos nossos produtos. Mas se a vontade do nosso governo fosse real, esse de trabalharem sinceramente pola divulgação do produto cultural, certas cousas não se teriam ouvido como nós tivemos ocasião de ouvir. Ora, nós não desejamos divulgar rumores nem arriscar-nos a ser injustos argumentando sem fundamento, e cingir-nos-emos àquilo que os responsáveis implicados, tanto políticos quanto diversamente institucionais, deveriam ter feito explícito:

1) Em que sentido é necessária a internacionalização da literatura e em geral a cultura no contexto do mercado atual?

2) Como repercutirá essa hipotética internacionalização na imagem do país? É possível e mesmo necessário trabalharmos por uma hipotética «marca Galiza» ou nos conformaremos sempre com ser um irrelevante e incompreendido sector do mercado espanhol?

3) Por que esse número de pessoas foi convidada com o dinheiro de tod@s e qual foi o critério para as escolher?

4) Por que esse número de livros foi enviado à Argentina e quais são os ganhos que se pretendem tirar? São suficientes 15 ou 40 exemplares de alguns títulos por editorial para surpreender a maré de leitores da feira com mais vendas da América Latina?

5) Que vendas de direitos —de compras não falamos— se estimam fazer?

6) Como se preparou o terreno e quanto se investiu em divulgar os produtos culturais nos meios argentinos?

7) Já que poucos livros se poderão mandar à feira, quanto se investiu em abrir canais para a venda de livros eletrónicos, um mercado que não deixa de medrar à par da queda permanente dos livros em papel?

8) Quando será apresentada uma valorização realista do esforço realizado? Serão as próprias autoras e autores a quem injustamente reclamaremos o trabalho de intendência e estratégia que os responsáveis da política cultural deviam aprimorar?

Lembro como na época do governo bipartido as vozes da oposição acusaram as nossas criadoras de tomarem uns simples mojitos, enquanto sobre o mesmo céu cubano anos antes enviados de governos anteriores tiravam do bolso da camisa um grosso feixe de bilhetes ao tempo que lhe diziam ao encarregado do Tropicana: “Y que luego esas señoritas se vengan a sentar con nosotros, haga el favor”. Não amigos, não vi nestes dias previsão, nem estratégia, nem quaisquer objetivos claros para lograrmos que os dinheiros investidos podam repercutir positivamente no país, tanto na sua cultura quanto na sua indústria cultural. E isto só indica mais do mesmo: enquanto não se desterrar a opacidade dos investimentos públicos, enquanto não se declarar quanto e para que se vai gastar, enquanto não se operar com um critério técni co e económico clarificado qualquer projeto que nascer dos nossos governos semelhará um chiringuito e, em consequência, os convidados a participar uns enchufados.

E se digo isto é porque acredito, como tantas vezes tenho defendido, no talento dos meus colegas. Por isso me parece tão injusto que a evidente incompetência de muita classe política turve a indiscutível dignidade da nossa cultura, tanto a mais antiga e tradicional conservada polo povo quanto a que com imenso esforço @s noss@s artistas continuam a parir cada dia. Logo os inimigos da cultura dirão que fôrom dinheiros deitados no lixo, e este lixo nos sujará a tod@s.

{Sermos Galiza}

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Turismo interior, gozo profundo

Praia de Coroso desde unha terraza de Palmeira (Ribeira) Non estou en Ibiza nen na Costa Azul, senón nunha terraza paradisiaca onde se pode tomar un refresco por menos de 2 euros, a carón de Ribeira, esa grande vila que os gobernantes rancios de sempre tentan pasar por “Riveira”, se cadra para que se afaste da lingua que falan o 97% dos seus habitantes e se asemelle máis do francés, nunha tentativa de disimular un españoleirismo demodé.

Aínda ben que talentos da talla de Quico Cadaval colocan no seu sitio a bandeira ribeirana, para orgullo de propios e admiración de todos.

Eu hoxe só pretendo animar o persoal a visitar este lugar marabilloso, onde a xente fala cun seseo que me acariña as orellas e tan ben me sinto tratado desde hai varias ducias de anos.

A foto, como sospeitades, foi tirada esta mesma tarde xusto antes de porme a escribir estas liñas.

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Para unha crítica do españolismo, de Camilo Nogueira

Resulta este libro máis unha entrega de Camilo Nogueira para todos os que vemos imprescindíbel unha revisión da Historia á hora de emprendermos o reto do futuro. Do mesmo modo que na sanidade rusa o doente é por regra xeral sometido a un lavado intestinal, para enfrontar a nosa identidade cultural debemos antes librarnos de todos os tóxicos que o Estado español depositou no aparato dixestivo da nosa Historia. Moitos destes venenos están rigorosamente descritos e catalogados aquí, nunha vontade que ademais mostra a pasividade dunha parte importante dos nosos intelectuais co que realmente importa. Porque, que pode haber de máis atractivo que atopar unha nova liña de investigación coincidente co descubrimento das verdades intereseiramente ocultadas da propia nación? Somos tan poucos a investigar, e os que o fan están tan encadeados academicamente ás versións oficialistas da Historia de España?

Este foi o vídeo de campaña que lle gravamos na presentación no Circo de Artesáns da Coruña, este verán:

Edicións Xerais: “O primeiro ensaio, «O marco europeo da cuestión nacional», trata do proceso de estruturación dos estados e da emerxencia das nacións de Europa, procurando evidenciar que os estados e as fronteiras establecidas son consecuencia de causas históricas e condicionamentos materiais e culturais concretos. O segundo, «O reino de Galiza e as orixes do castelanismo», cuestiona a idea de España atribuída ás virtudes e á superioridade de Castela. O terceiro, «O tempo político dos trobadores», aborda o marco político de consolidación do galego como lingua de cultura e administración entre os século XII e XIV. O cuarto, «Sobre a Historia General de España de Modesto Lafuente», critica a interpretación que inspira as ideas tópicas sobre o carácter do Estado español como nación. O quinto, «O españolismo historiográfico no tempo constitucional», examina o estado desa ideoloxía no tempo posterior a 1978. O derradeiro, «O intérprete supremo», analiza a sentenza do Tribunal Constitucional sobre o novo Estatuto de Autonomía de Cataluña, que fecha as vías de recoñecemento da diversidade nacional abertas nas pasadas décadas. Unha posición que contrasta coas decisións tomadas polas institucións do Estado español ante o ingreso na Comunidade Europea e o desenvolvemento da Unión Europea, cando decidiron a transferencia de competencias en materias expresamente definitorias de carácter e da soberanía estatal.”

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Xente contra a imposición, salvo da mentira!

Agustín Fernández Mallo: «[…] Escribo en castellano porque es mi lengua materna; apenas sé gallego; aunque lo entiendo, no lo hablo bien. El ecosistema literario gallego es cerrado, sí, como todos los ecosistemas de las lenguas cuyo número de hablantes es pequeño, es una consecuencia lógica. Sobre la imposición de lenguas, sólo puedo decir que mi sentido común (y la historia) dicen que ninguna lengua impuesta ha terminado por cuajar. Todo tendría que ser más natural. Pero esa obviedad no a todo el mundo le entra en la cabeza. Que estemos aún con este tipo de debates, que se dan en todas las regiones españolas con dos lenguas, no sólo en Galicia, denota un atraso importante.»

Vaia, as opinións deste escritor ían bastante ben até que falou da imposición das linguas. Como se o galego non se falase na Lusitania por imposición histórica, así como o catalán no Levante, o castelán no sul da península e a América, o portugués no Brasil, o inglés e o francés na América, o latín na Europa… e así sempre na Historia, como todos os que falan do que saben recoñecen. Ai, que mundos estes, en que predicar de filoloxía é cousa a que calquera pode atreverse, como de futebol no barbeiro. E o rapaz foi finalista cun ensaio en que defende a poesía operar desde parámetros socio-semióticos desfasados! A ver vamos se ten razón ou é que non chegou a saber o que era a poesía antes de escribila. Eu teño para ler desde hai meses o seu Nocilla Dream, cousa que farei en canto poida, mais non tiven présa e creo que é por certo intuito nefasto…

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