Apresentação do novo livro de Pedro Casteleiro, 26 de janeiro

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II Festa da Literatura de Chaves (FLIC II)

Na próxima quarta-feira, 8 de novembro terá início a II festa da Literatura de Chaves, tendo como entidade organizadora o Clube dos Amigos do Livro de Chaves, instituição que pertence ao Rotary Club de Chaves. Este evento tem como finalidade a divulgação da literatura na cidade e na região apostando quase em exclusivo em autores flavienses e transmontanos em número superior a duas dezenas.

A FLIC II irá contar com onze mesas de trabalho, decorrendo três delas na sede dos Agrupamentos de Escolas de Chaves, uma no Estabelecimento Prisional, outra no Regimento de Infantaria e por último na Biblioteca de Verín em cooperação com o Clube de Leitura local. As restantes cinco mesas terão lugar no salão nobre do Rotary Club de Chaves. A esta festa associa-se uma exposição de arte (escultura e cerâmica), música, dança e pequenos excertos teatrais. Na manhã de sábado, dia 11, haverá um Peddy Paper literário com os escritores a percorrerem os lugares mais emblemáticos da cidade.

Este evento conta com o apoio da Universidade Sénior e várias outras instituições da cultura local esperando-se uma boa adesão do público.

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Oportunamente serão todos os autores contactados pela empresa Traga Mundos que se encarregará da venda dos livros que cada autor lhe enviar a titulo pessoal ou através da sua editora. A venda de livros nada tem a ver com a organização do evento. Para além da literatura acontecerão uma mesa de arte, uma exposição de pintura, e momentos de música e teatro associados.

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Programa (cf. PDF): […] Ler mais

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«O teu corpo a oriente e a ocidente», de Pedro Casteleiro

O teu corpo de Pedro CasteleiroA vontade da Deusa, da Grande Mãe ou da Amada Eterna presidem o livro. Não se admirem, leitoras e leitores, se este livro semelha à vez moderno e antigo. Porque há cousas que não mudam embora nunca ofereçam a mesma figura, como factos diversos sob os quais subjazesse um único gesto divino.

Falarmos em termos de espírito é, todavia, raro nestes tempos. Somos velhas vítimas do autoritarismo eclesiástico e não se torna fácil trazer para a mesa os instrumentos com que a nossa sociedade foi torturada durante séculos, e que são a causa de que muitas pessoas confundam Igreja e religião. Mas nós devemos saltar por cima destes obstáculos referenciais e falarmos abertamente do conteúdo religioso ou, por palavras mais exatas, gnóstico desta obra. Não estamos obrigados a menos, se queremos é transmitir alguma perceção sincera do que é ou pode ser O teu corpo a oriente e a ocidente.

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Letras Galegas 2017 (1)

Começa uma rica semana em eventos culturais em volta da celebração das Letras Galegas 2017. Hoje e amanhã andaremos polo meu antigo bairro corunhês, a Cubela (entre a Gaiteira e a Estação de Autocarros). Colaboraremos com o nosso querido livreiro Suso da livraria Azeta e andaremos a falar de literatura e a recitar poesia acompanhados dalguns dos maiores vultos da literatura actual, também vizinhos muito prezados. Este é o programa:

Azeta Letras Galegas 2017 B

Azeta Letras Galegas 2017 A
A inciativa do Concelho da Corunha, tão louvável (cfr. Programa Dia das Letras 2017 A Corunha) divulgou-se com este vídeo:

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Apresentação de “Ágora”, de Samuel Pimenta

Apresentação do livro Ágora na livraria Sisargas da Crunha (Galiza), com Pedro Campos (música e voz), Iolanda Aldrei, Pedro Casteleiro e o próprio Samuel Pimenta.

{Palavra Comum}

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Atmosferas: diálogos poético-musicais

«A música de Aida Saco Beiroa interaccionará directamente, ao vivo, coas obras poéticas de Sonia Andrade, Pedro Casteleiro, François Davo, María José Fernández, Alfredo Ferreiro, Xosé Iglesias, Antom Laia, Tati Mancebo, Luís Mazás, Teresa Ramiro, Paco Souto e Ramiro Torres».

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Pedro Casteleiro e Igor Lugris, em foco desde Portugal

Sefer Sefarad, de Pedro CasteleiroParadoxal e felizmente, as alegrias que nos proporcionou no âmbito lusófono A vida conclusa, de Mário Herrero, não concluírom e de novo o Prémio Literário Glória de Sant’ Anna põe em foco a poesia galega. Trata-se das obras de dous prezados amigos e melhores poetas, o Pedro Casteleiro (também colaborador deste blogue) e o Igor Lugris, de quem temos referenciado seus projetos sempre que tivemos ocasião. Os três poetas acima referidos, mas o membro do júri que também contamos entre os amigos poetas, o Xosé Lois García, todos partilham espaço de colaboração na Palavra Comum.

«Continuando a “tradição” desde que o certame foi aberto a galegos e africanos, Igor Lugris e Pedro Casteleiro estão entre os 8 finalistas do certame literário Glória de Sant’Anna 2016. O autor ganhador será anunciado próximo 11 de maio.

Curso de linguistica geral de Igor Lugris 250Igor Lugris é um dos finalistas com a sua última obra, Curso de Linguística Geral, publicada no passado mês de janeiro pola Através Editora. Comparte candidatura com o também galego Pedro Casteleiro com a obra Seferd Sefarad, publicada por Azeta Edicións.

A notícia chega um ano depois de Mário Herrero ter ganhado o certame de 2015 com a obra Da vida conclusa, editada por O Figurante Edicións. […]»

Para ler mais, no PGL: Igor Lugris e Pedro Casteleiro, finalistas no Glória de Sant’ Anna

 

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Natal na livraria Carballido

Neste passado Natal tive a honra de participar no recital de poesia da livraria Carballido. Antigo vizinho meu e novo cúmplice na escrita literária, Jesus Carballido tinha me convidado para muito mais do que um lindo recital em companhia de amigos e amantes do livro. A seguir ao recital que partilhamos Xosé Abeal, Pedro Casteleiro, Antón Cortizas e quem isto escreve, pudemos provar algumas variedades de vinho de Betanços elaborado com uma uva da região para mim desconhecida, a «branca legítima», o que foi sem dúvida uma experiência memorável. Já nunca será para mim o vinho de Betanços esse líquido acedo que serve para tingir camisolas na Festa do Caneiros, pois agora fiquei a saber que uma extraordinária beberagem amarela como o sol e fresca como uma fervença nasce nos férteis campos da região. Algo para não esquecer, e mesmo com certeza para comprar o dia em que a lembrança nos conduzir às Bodegas Rilo de Santa Marta de Babio.

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Encontro literário e não só

Encontro Literario na livraria Carvalhido Cartaz

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Na esteira de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro

Sefer Sefarad, livro de Pedro CasteleiroNa apresentação de Sefer Sefarad, de Pedro Casteleiro, os poetas Alfredo Ferreiro, Táti Mancebo e Ramiro Torres leram textos próprios inspirados num poema do livro apresentado. O ponto de partida foram o verso “Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes”, pertencente ao poema «A casa vazia». Ei os poemas recitados pelos amigos do autor:

Traição a Pedro Casteleiro

Nossa casa cheia de vozes
enterradas nas paredes.
Nossa casa de torrões,
de minhocas e verdades
perseguidas por toupeiras
cegadas pola razão
de seus dentes e suas garras.

Nossa casa lua cheia
de sonhos e serpentes.
Nossa casa oráculo mudo
de vozes que se prostram
e se erguem
sobre a terra que não dorme
que nos vela e não se rende.

Nossa casa cheia de nozes
penduradas das paredes.
Nossa casa de chocalhos,
amores que nunca morrem,
música que não perece.

Alfredo Ferreiro. Arteijo, 7 novembro de 2015.

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Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes,
plena de um vazio sem pausa
quebrando os espelhos desde dentro,
na distância infinita de toda razão
que não se expanda como a luz
no interior dos músculos abertos:
eis-nos, entranhados e estrangeiros,
cavando no invisível com as mãos
em carne viva, avançando no eterno
habitado como pura palpitação do real.

Ramiro Torres. A Corunha, 5 de novembro de 2015.

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Nossa casa cheia de vozes enterradas nas paredes
Som de rocha, som de telha
Som tamém no fundo de uma botelha
Som de auga: pinga, pinga
Som de palha: malha, malha
Som de fume: lume, lume!
Som de branco, som de azul
O silêncio num baú
As serpes do dessasossego som
Requeixo abaixo ao lodeiro vou
Som de sonho, som de sono
Som de aqui, que aqui não tenho trono
que soe o som
Toc-toc
Som eu
Quem som
Eu som
O som.
Táti Mancebo. Arteijo, 7 de novembro de 2015.
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Nota: O evento decorreu na “Librería AZETA”, da Corunha, a 8 de novembro de 2015. Participaram, para além destes poetas e de Pedro Casteleiro, Estefania Blanco e Tito Calviño, voz e guitarra respetivamente.
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