Cinefilias de Roge Fdez Expo

Cinefilias, expo de Roge Fernández

Entrevista e vídeo ao artista Roge Fernández com motivo da sua exposição Cinefilias, na galería Bomoble da Corunha, por Alfredo Ferreiro.

«CINEFILIAS is the latest project by the artist ROGE FDEZ (1973)

Cinefilias is pictorial project that has, so far, two series: “Portraits” and “Impossible films”.

The series “Portraits” include, in one hand, portraits of directors who have managed to maintain and defend their independence and personal insight into the film industry. It is therefore a tribute to their constant struggle to defend their ideas and vision. Also, there are portraits of actors and actresses, characterized as specific characters that have managed to transcend the screen and have joined my personal experience. Somehow they are part of my family, my friends and some of them even my enemies. Their ability to empathize and connect emotionally with the viewer, are the reasons why I want to represent them.

The technique of the works is acrylic and collage (made of pieces of newspaper featuring local cinema listings) on board. The newspaper base creates wrinkles and imperfections that refer to the ephemeral nature of most of the films that are produced every year for the film industry. Most of the characters that I portray managed to impose themselves on the industry and claimed their role in History, not only in history of films but also in our lives.»

{Palavra Comum}

 

Share

Dende o azul 24

Dende o azul 24_InmaDovalO melhor de convidar a jantar boas e agradecidas artistas como Inma Doval é a sensação de ter feito, nestes tempos tão miseráveis, um bom negócio. O da quinta passada já tem marco, um muito antigo feito pelo meu avô, um homem que partiu das terras de Trás-Deça nos anos quarenta para trabalhar como carpinteiro na Corunha; participou na construção do Hotel Embajador, hoje Deputación da Coruña, e afinal remorfou-se como trabalhador da fábrica de armas da cidade.

A obra intitula-se Dende o azul 24. É um óleo de motivos vegetais com um cromatismo sóbrio mas muito contrastado. Gosto dessa floresta sanguina que se confunde na névoa.

Share

Exposición e recital no “Local dipoñible – Almacén cultural”

Tati Mancebo. Fotografía de Xacobe Meléndrez. Obras do fondo de Ada PortoRevisión 17/12/2013: «O sábado 14 de decembro tivo lugar a primeira actividade dentro do proxecto Local dispoñible, almacén cultural. Case un centenar de persoas puideron desfrutar do recital de poesía dos membros do Grupo Surrealista Galego.

Alfredo Ferreiro. Fotografía de Xacobe Meléndrez. Obras do fondo de Ada PortoXoán Abeleira comezou a súa intervención presentando o grupo e rompeu o xeo cun audio no que el mesmo recitaba mentres Alberto Laso acompañaba coa música. Alfredo Ferreiro deu un bo avance do seu novo poemario Teoría das ruínas, aínda inédito e Tati Mancebo agradeceu a Raúl Doval o tempo pasado como docente na Academia Roma, que durante moitos anos estivo neste local. Seguiu François Davo, que repartiu versos manuscritos en tarxetas postais, conseguindo así a intervención do público, Begoña Paz, con poemas que pasaron veloces como raiolas de luz, moi fermosos e pechou Ramiro Torres que recitou poemas do seu libro Esplendor arcano. Despois todas e todos compartimos un viño, conversa e visitamos as salas nas que están expostas as obras de Xacobe Meléndrez, Ada Porto e Inma Doval, fotografía, pintura, gravado e escultura.» {Colectivo Arteu}

Share

II Enarborar o bosque

II Enarborar o bosqueAcción Cultural en Defensa do Monte Galego
“Enarborar o bosque” é un acto simbólico promovido por os artistas plásticos e visuais Deli Sánchez e os compoñentes do colectivo arTeu, Xacobe Meléndrez e Inma Doval, para facer un chamamento á valoración dos nosos bosques e reivindicar a sua protección frente á rapiña das talas abusivas realizadas por particulares, comunidades, institucións (concentracións parcelarias, falsas e excesivas limpezas, construcción de infraestructuras…) e empresas madereiras, que con total impunidade talan árbores autóctonas moitas veces centenarias e senlleiras e as substitúen por outras especies como o eucalipto e o piñeiro, ou simplesmente as deixan a monte, sen a aplicación do proxecto de reforestación preceptivo.

Ten acontecido repetidas veces nos últimos anos, unha longa lista que entristece e fire no cerne da nosa identidade: Cecebre (Cambre), Porqueira, Rairiz de Veiga, A Limia, Santa Eulalia de Mazoi, Ordes, Val Miñor, A Fervenza (O Corgo), Barrio de Abella, Carballeira de Faramontaos (Negueira de Ramuín), carballeira de Rioxoán (Pol), Pintinidoira… violencia catastral consentida pola falla de vixiancia e vontade política para aplicar as medidas de protección disponibles.

Defendemos as nosas árbores autóctonas: carballo, acivro, castiñeiro, teixo, cerquiño, bidueiro, faia, ameneiro, freixo, pradairo, sobreira, aciñeira… que na actualidade só ocupan un 25% do bosque frente a especies foráneas como o eucalipto que a máis de deteriorar a nosa paisaxe, empobréce-nos (estan-se a pagar a 25 € tonelada no cargadoiro), favorece a propagación do lume…

Defendemos unha silvicultura racional e sostibel, onde se fagan valer os potenciais das madeiras nobles cun manexo estractivo sustentábel que conserve a diversidade do bosque autóctono e tamén, como non, do tan importante sotobosque.

Esiximos a protección do noso bosque, a nosa paisaxe, a nosa vida!

Esta iniciativa está apoiada por ADEGA e a FEG.

{Vía Enarborar o bosque}

Share

Áncora no alén ~ 14 gravados e dous poemas para Lugrís, por Ramiro Torres

Em 2008 um grupo de artistas plásticos (Branda, Carmen Cierto, Inma Doval, Karlom López, Manoel Bonabal, Manuel Silvestre, o próprio Nacho Baamonde, Nando Lestón, Omar Kessel, Roberto Castro, Rubén Fenice, Sebas Anxo, Sindo Cerviño e Víctor Espiñeira) decidiram fazer uma homenagem ao pintor Urbano Lugris, projecto ao que se uniram com dous poemas Ramiro Torres e com uma abordagem crítica Carlos Lafuente.

Os trabalhos focaram-se desde a mais estrita liberdade de cada pessoa, dialogando com o que Lugris supunha para cada um deles, a partir da comum admiração da sua obra, ainda hoje em grande medida desconhecida.

O resultado é este conjunto de gravados e poemas reunidos sob o nome de “Áncora no alén”, que permaneceu exposta até o 26 de Março na Asociación Cultural Alexandre Bóveda (Rua Olmos, 16-18, 1º, A Corunha), tendo previsto percorrer mais espaços por todo o país (finalizará em Novembro-Dezembro no Muséu do Gravado de Ribeira).

Só há vinte exemplares das obras de todos os participantes, dos que quatro estão ainda à venda para quem estiver interessado (podem contactar com Nacho Baamonde, no telefone 646-411624).

Aqui reproduzimos o texto introdutório conjunto:

“Cem anos depois, no mesmo lugar onde nasceu o grande mestre Urbano Lugris, seguimos aprendendo das formas que nos legou, como frutos do enorme trabalho de libertação em que deixou o melhor da sua existência.
Abordamos as nossas obras reconhecendo a sua figura, face à adulação dos diversos poderes, prelúdio da sua fossilização, como um maravilhoso exemplo de transformação da realidade, por escura que for, em rede de caminhos para o reino da Liberdade, exercitando assim a parte mais necessária da condição humana, quer dizer, universal.
Desde as nossas diversas moradas saudamo-lo como um indagador do Mistério que, protegendo-se com o humor, nos traslada a um presente eterno onde partilharmos a criação como uma maneira privilegiada de comunicar-se com a Vida, através dessa âncora que une todas as idades e lugares num mesmo ponto luminoso.
Por isso nos declaramos seguidores seus, desde diferentes perspectivas que nos permitem trabalhar nessa mesma linha de intensificação do conhecimento, acreditando, como ele, na permanente recriação do mundo de todas as maneiras possíveis.
Aqui e agora reclamamos a necessária actualidade da visão poética, ou o que é o mesmo, radicalmente vibrante de Urbano Lugris, quem segue a lavrar na mina transparente do nosso ser esta ampliação permanente do horizonte até o infinito, rotundamente Real.

Novembro de 2008.”

Acompanhado das obras dos artistas plásticos:

[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/LC47LhcsVes" width="425" height="350" wmode="transparent" /]

E dos poemas de Ramiro Torres:

A âncora baixa em nós
Até a câmara esquecida:
Subitamente respiram
Os animais ali debuxados
Na sua desnudez primeira.
Trazem à nossa superfície
Os olhos sábios e verazes,
As suas pequenas árvores
Nascendo sobre as cabeças,
Como a luz serena da noite
Em que volvemos, sempre,
Ao início do canto da união.

O olho multiplica-se em rotas infinitas,
Abre o seu diamante lavrado na noite,
Entre o respirar dos oceanos agochados em si:
Ouve o seu próprio cair sobre as cidades
A abrir portas desenhadas no seu abismo.
Toda a força guardada em séculos vem segurar
Os movimentos das mãos, no seu habitar
Outro tempo assinalador de ilhas intactas.
Levas-nos, perdendo o peso das nossas
Vidas sobre as areias encantadas,
Ao espaço esculpindo-se transparente,
Chamando-nos à luz emergida ante ti.

Reunir todos estes trabalhos foi um esforço frutífero, que permitiu comprovar a vigência da figura de Lugris na actualidade, esparegida em diferentes perspectivas criadoras que acham no seu exemplo uma das chaves magnéticas com que abrir novos espaços para a imaginação e a Liberdade, caminhos mais precisos ainda nestes tempos em que estamos.

Ramiro Torres

Share