Wikileaks ou a medida da democracia

A estratexia de supresión do auténtico xornalismo é un índice claro do nivel democrático do mundo occidental. Que os EUA, autoproclamados garantes da democracia mundial, axudado por todos os seus esbirros mundiais precise de facer desaparecer Wikileaks deixa as cousas claras: o nacionalismo capitalista, ese que implicitamente defende Vargas Llosa, non se basea na liberdade de prensa como sempre presumían, senón na ocultación ao pobo das necesidades do grande capital. “Para nós e sen o pobo” semella ser a consigna internacional actual, nada diversa da dos ditadores de toda época.

Imprecindíbeis sobre o tema son as anotacións de Pedro Silva e Xosé Manuel Pereiro, así como o artigo da Revista das Letras onde se ve o posicionamento ou a falta del doutros eminentes xornalistas galegos.

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Alfredo Ferreiro nasceu na Corunha em 1969. Estudou Filologia Hispânica e iniciou-se na Teoria da literatura. É membro da Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega e da Associaçom Galega da Língua. Tem participado desde 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas, entre elas Anto e Saudade, sob a direção de António José Queiroz. Na atualidade é membro do Grupo Surrealista Galego. Como crítico tem colaborado em publicações periódicas impressas como A Nosa Terra, @narquista (revista dos ateneus libertários galegos), Protexta (suplemento literário de Tempos Novos), Dorna e Grial, para além de em diversos projetos digitais. De 2008 a 2014 dirigiu, junto com Táti Mancebo, a plataforma de blogues Blogaliza. Desde 2006 é asíduo dos meios eletrónicos, em que se dedica à divulgação da literatura e do pensamento crítico. Atualmente colabora no jornais Praza Pública e Sermos Galiza. A inícios de 2014 fundou, junto com Táti Mancebo e Ramiro Torres, a revista digital de artes e letras Palavra comum, dirigida ao âmbito lusófono. Desde outubro de 2015 é coodenador do Certame Manuel Murguía de Narracións Breves de Arteixo.