Na Praia de Valcovo

Alfredo Ferreiro por François Davo na década de 90 (Praia de Valcovo, Arteijo)

Acho que pouco ou nada sabia sorrir quando me fiz homem. Agora que me faço velho aprendi. Ainda bem, até porque para enfrentar a morte acho que vai ser útil: Ela é sempre repudiada e saberá agradecer a alguém que a receber cordialmente.

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Tempos de introspeção (acossados por um vírus)

A tomar sol em Corunha-vírus 2020

Diz uma amiga minha que vêm tempos de introspeção.

Calculo que sem futebol, sem programas do coração, sem lutas irrisórias pelo poder ou pela moda, alguém vai descobrir que tem um cérebro próprio, após a estranheza de ouvir vozes lá dentro, no obscuro fundo de si.

Alguns implodirão, diretamente.

Outros, passaremos muito tempo sem saber por que nos dói a cabeça. Depois, teremos saudades do ruído de sempre. Enfim, ouviremos o som do mundo.

*

Mudado a castelhano:

Tiempos de introspección (acosados por un virus)

Dice una amiga mía
que vienen tiempos de introspección

Me imagino que sin fútbol
sin programas del corazón
sin luchas irrisorias
por el poder o por la moda
alguien va a descubrir
que tiene cerebro proprio
después del extrañamiento
que produce oír voces allá adentro
en el oscuro fondo de si mismo

Algunos implosionarán, directamente.
Otros pasaremos mucho tiempo
ignorando por qué nos duele la cabeza
Después, echaremos de menos el ruido de siempre
Al final, oiremos el sonido del mundo

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Língua galega em emergência linguística

«A plataforma cidadá Queremos Galego, composta por máis de 600 entidades, chama a cidadanía galega a mobilizarse nas sete cidades galegas a quinta feira (xoves) 19 de decembro, ás 20h, “en resposta á situación de emerxencia lingüística que amosan con claridade datos como os do IGE” e para “reclamar que a Xunta cumpra coas demandas realizadas polo Consello de Europa”.

[…] “A evolución dos datos de uso e coñecemento do galego son alarmantes”, afirma o voceiro de Queremos Galego e presidente da Mesa pola Normalización Lingüística, Marcos Maceira. As taxas de incapacidade para falar galego entre a poboación menor de 15 anos son as máis altas da historia, consolídase a ruptura interxeracional e aumenta o número de persoas que se senten na obriga de mudar de lingua. “Perante esta situación, reiterada en inumerábeis ocasións pola plataforma Queremos Galego e confirmada polo Comité de expertos e o Consello de Ministros do Consello de Europa”, recorda Maceira, “a única política da Xunta é a agresividade e, segundo os expertos do Consello de Europa, incumprir a Carta e non realizar ningunha acción lexislativa ou política para o facer, nomeadamente no ámbito do ensino”.

[…] “A situación é de emerxencia e o galego é necesario para o desenvolvemento cultural, social, económico e humano de Galiza”, recordan: “Precisamos do galego para Galiza existir “».

{Cf. Plataforma Queremos Galego}

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Resiliência

Convidaram-me, como poeta ou escritor de língua portuguesa inspirado no tema dos incêndios, a me candidatar a uma residência (de 1 a 13 de outubro). Desfrutar de doze dias de acomodação no seu apartamento ribeirinho, tranquilo, longe da cidade, incluindo refeições e transporte de Coimbra, era uma tentação tamanha… Poderia concluir a minha estadia apresentando um texto numa festa de arte comunitária multililingue no último dia e colaborar com estudantes internacionais de arte contemporânea durante um workshop de arte específico do local sobre o tema. Enviei por e-mail uma manifestação de interesse com uma breve biografia (menos de 500 palavras) e três textos em português… O resto virá em breve.

Cf. Ponte d’ Arte; @ponte.darte.portugal

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