Femmes fatales e bruxas

22552737_1148675785234039_7825358080057324432_n«Cañas Con Crea: Femmes Fatales y Brujas. Evento criado por FKM, Festival de Cinema Fantástico da Coruña. Sábado, 21 de Outubro às 19:30 – 21:00. Fundación Luis Seoane. R/ San Francisco, 27, 15001 Corunha. Desde que Eva comió la manzana del árbol de la ciencia y del bien y el mal, echando así a la humanidad del Paraíso, la mujer ha venido siendo en la mayoría de las culturas la encarnación del mal, siendo en el mundo del cine donde de manera más precisa fue representada y estereotipada esta relación. La mujer representada co mo la bruja, la femme fatal y la vampira son las malas favoritas del celuloide y su representación más habitual en la cultura popular. De su historia e influencia se hablará de manera crítica en este debate.
Ponentes: Montserrat Hormigos Vaquero (periodista y escritora), Elisa McCausland (periodista, crítica e investigadora) y Alexia Muiños (directora y guionista de cine).
Modera: María Núñez (codirectora FKM)
».

As protagonistas da palestra falaram em bruxas de filmes, super-heroínas de banda desenhada e femmes fatales de policiais a branco e preto. Interessante tudo, mas a bruxa é uma mestra espiritual vinculada a uma tradição ancestral. Depois do racionalismo e o clímax do patriarcado da Igreja passa a ser um mito quase como um dragão, do mesmo modo que os alquimistas e outros esotéricos perseguidos pelo positivismo estatalista, mas sempre sofrendo o ataque machista da burguesia contemporânea. E serve na modernidade como estigma para a mulher independente, necessariamente considerada anti-sistema por pôr em questão sua função dentro do quadro da família burguesa e por isso sempre fortemente combatida socialmente pelo Poder.

Share

Traição a Rosalia de Castro

150Cantares1No dia de hoje, 24 de fevereiro, coincidindo com o Dia de Rosalia de Castro, foi publicado o livro digital 150 Cantares para Rosalía de Castro, uma iniciativa de Suso Díaz em que tive a honra de participar com mais uma traição, que agora aqui publicito numa nova versão galego-portuguesa conforme à edição de Cantares galegos da Academia Galega da Língua Portuguesa. O livro pode-se descarregar desde a página da Fundación Rosalía de Castro, que desde já alberga esta obra coletiva. A publicação, que ia ser apresentada publicamente na Casa de Rosalía de Castro no próximo sábado 7 de março, ás 18 hs, fica adiada sem data devido a causas pessoais.

Traição a Rosalia de Castro

Ai, se não me levais pronto, bafos
demoníacos, airinhos da minha terra;
se não me levais, airinhos
e alentos sepulcrais onde o mar
se esgota e a terra se queima,
nem demos lindos nem anjos banais
quiçá já não me conheçam.
Que a ledice que comigo medra,
que a febre que de mim come,
uma faz com que sobre o monte voe,
outra vai-me consumindo lenta.
E no meu coraçãozinho
que amores e maldições acolhe,
uma libera-me nas asas do vento,
outra também traidora se ceiva.

Nota: Em itálico figuram os versos originais de Rosalia de Castro.
Share