• contacto@alfredoferreiro.com
  • Galiza, Espanha, Europa

Nova lei

Dissecar um corpo para abri-lo como um estandarte, eis a última recomendação da Associação das Facas Unidas. É preciso liberar-nos da opressão das costelas, uma prisão de osso derivada duma reminiscência calcária demasiado antiga e falaz. Não precisamos esses espartilhos antediluvianos, assim que procedamos já. Quem tiver sua faca pronta, não deve aguardar mais; quem não, consulte seu farmacêutico ou […]

Share

Nuno Viegas (fotografia), Ramiro Torres (poema) e Deslize (música), com João Sousa e Hélder Azinheirinha

Esta foto provém de O Pára-quedas de Ícaro, de Nuno Mangas-Viegas. O mundo divide-se em pequenas fendas iluminadas desde dentro por um mesmo animal subterrâneo, como uma brancura súbita nascendo no centro do olho ao começo da noite que sangra entre as pálpebras e o insólito. Somos músicas desterradas, ilhas fulgurando nas mãos estranhas a qualquer tacto, caminho desfazendo-se aos […]

Share

Xesús González Gómez: “De agora en adiante, cando se fale de surrealismo na literatura galega falarase con propiedade”

Hoxe podemos dicir que o surrealismo xa existe na poesía galega mercé a dous poetas: Alfredo Ferreiro e Ramiro Torres, e a dous libros: Versos fatídicos e Esplendor arcano. Poetas surrealistas non só porque se reclamen do surrealismo, porque fagan poemas surrealistas, porque se ateñan ás esixencias do surrealismo, senón porque mediante unha dupla modalidade da consciencia –ver Signe ascendent, de André Breton– , poética e prosaica, son quen de disipar a ambigüidade que pesa a noción de surreal.

Share