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Apresentação d’ A razão do perverso, de Mário J. Herrero

Esté é o vídeo da apresentação do livro do Mário J. Herrero Valeiro A razão do perverso (Caldeirón, 2016), que venceu no X Prémio de Poesia Erótica Ilhas Sisargas. Com gravação de Táti Mancebo e edição de Alfredo Ferreiro. A seguir, publicamos o texto lido pelo Mário na apresentação da Crunha em 21 de abril de 2017 no coworking Eléctrica, com a presença do autor, do editor Paco de Tano e do poeta Alfredo Ferreiro.

O grito submergido de Mário Herrero Valeiro

Mais uma vez, Mário Herrero Valeiro defronta-nos com o contraditório. O poeta denuncia a mentira social em que os erros dos homens são pedras pesadas, em que o poema se considera “matéria inerte” ou o próprio ser do poeta figura como “uma falsa lembrança”; mas o amor existe, a vida continua e, embora dolorosamente, as pessoas continuam avançando num equilíbrio custoso sem definitivamente acordar. A mensagem, em fim, é que o equilíbrio existe e que não desistimos dos nossos sonhos. Porque abaixo de qualquer imposição existe um “desejo de arder”, um sentimento que traz à superfície do poema um “grito submergido”, uma vibração que nos lembra que a utopia sempre espera.

Fim de semana memorável

Há várias semanas que aconteceu, mas a lembrança de um fim de semana pleno de arte é algo que permanece no meu íntimo e se rebela a ficar sem crónica, por humilde que for. Em primeiro, foi a atuação de Santiago Auserón na Corunha, no contexto de um evento da Fund. Luis Seoane, organizado por Yolanda Castaño, 10 abril. A Read more

A pupila ardente

Acode, ó mar salgado, depois lembrarás a traição da náusea. Ama-me como o vento estilhaça uma pola seca até ser una com a terra. Mas não gostes do gelado da primavera. É o perigo da janela acesa. Desfaz a pele para te lembrares da carne. O lótus das mil pétalas cresce nos olhos. Um beijo que foge da meixela como Read more

O Grupo poético Hedral reencontrouse n’ Á lus do candil

Levaba un tempo camiñando por esta terra, traballando neste país, criando os fillos como xeracións sen termo fixeron antes ca min e, subitamente, reencontreime con aquel eu mesmo que tiña vinte e cinco anos e profesaba a súa fe na poesía, na vangarda, no anarquismo, no lusismo… Os compañeiros daquela guerra en que loitabamos pola modernidade que nos tocaba construír, Read more

O Grupo Poético Hedral recitará hoxe en Arteixo

Agora que a libraría Á Lus do Candil (Arteixo) nos convida para recitarmos de novo xuntos, un grande orgullo acode ao meu íntimo cando lembro os esforzos e ilusións doutrora. Pasaron moitos anos desde que, nos distantes anos noventa, ofreciamos recitais como o froito maduro de interminábeis conversas nocturnas sobre anarquismo, nacionalismo, lusismo, esoterismo, tradición e vanguarda, todo isto aplicado Read more

Un grupo ‘shandy’ galego?

Esta obra case lendaria de Enrique Vila-Matas pareceume un deses licores que sempre desexo ter perto, para aqueles momentos baixos en que é preciso reencontrarse co saber intenso da boa literatura. Trátase dunha noveliña que se apoia no aspecto formal no ensaio e argumentalmente constitúe unha sorte de investigación sobre un colectivo de acción artística. Con certo tinte surrealista, a Read more