Bolcheviques 1917-2017 por Teresa Moure (cood)

Bolcheviques 1917-2017: Teresa Moure (coord) no Culturgal

Bolcheviques 1917-2017, por Teresa Moure (coord.)«Em 2017 a Revolução Bolchevique faz 100 anos. Boa parte dos acontecimentos deste século pode interpretar-se em relação ao impacto internacional desses ideais revolucionários e à forma como se puseram em prática: alinhamento de países e guerra fria, competitividade entre o bloco socialista e o bloco capitalista, confrontados no campo ideológico mas também no tecnológico e no militar. Paralelamente, produzia-se um conflito subterrâneo que rompia as fronteiras geográficas: filosofias dissidentes introduziam esse cerne ideológico em novas esferas do pensamento; contraofensivas, como as políticas do bemestar, controlavam o avanço do socialismo em países capitalistas; conceções artísticas, símbolos e vanguardas sociais desenhavam um novo mundo. Tudo ficou alterado. Cem anos depois, a velha guarda comunista aproveitará para reivindicar o legado transformador do bolchevismo; o pensamento ultra-liberal para expor à luz alguns episódios de violência e opressão na sua face mais escura.

Este livro pretende ser o contributo galego para essa necessária revisão; uma maneira de participar neste território da Galiza na voragem, se não daqueles acontecimentos, sim da reflexão sobre o seu impacto histórico e ideológico. Bolchevismo e bolchevismo na Galiza.

Duas editoras, a Xerais e a Através, aceitaram um plano sem precedentes: construírem juntas um único livro em dois volumes, marcando uma via de confluência e de inspiração para a convivência das tradições políticas e ortográficas de quem defende neste país a vitalidade da nossa língua e do ensaio redigido nela.» [Através Editora]

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Manifesto O fim do Apartheid

“O fim do Apartheid” na Corunha

O manifesto “O fim do Apartheid”, em favor de maior tolerância gráfica para a língua galega, continua ganhando adesões. São já por volta de 1.100 pessoas preocupadas com a decadente deriva da cultura, reintegracionistas ou não, que têm apoiado o texto com sua assinatura consciente. Porque este manifesto, não tendo que ser por razões de estilo igualmente satisfatório para tod@s, tem a incontestável virtude de ser muito claro no que às suas intenções diz respeito: reclamar o fim da invisibilidade para uma perspetiva da língua que tem sido marginalizada nas últimas décadas embora alguns dos maiores vultos da intelectualidade do país tenha erguido no seu seio grandes obras e o galeguismo referencial do século XX tivesse reconhecido a sua pertinência.

No passado 17 de novembro os avanços do manifesto fôrom apresentados na Corunha, contando com a presença do professor da Universidade da Corunha Xosé Ramóm Freixeiro Mato e da poetisa Eli Rios. O debate posterior não eludiu ressaltar algumas incoerências do mundo cultural galego, mas decorreu no ambiente de fraternidade e respeito que só @s mais conscientes dos crus tempos que vivemos sabem alimentar. Como dizia meu avó, lavrador de trás-Deza que houvo de fazer vida na Corunha de pósguerra: «Paciência, ratos, que ardeu o moínho». E diria eu: daí para diante tod@s a ajudar.

{Palavra comum}

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Manuel Rivas: “Cátedra Galicia-América”

Manuel Rivas participa em Buenos Aires na apresentação da Cátedra “Galicia-América”.

Sermos Galiza: «Coincidindo coa Feira do Libro de Bos Aires inaugúrase o vindeiro martes 26 a Cátedra Galicia-América na Universidade Nacional de San Martín apadriñada por Manuel Rivas. Con esta xa son tres as cátedras de estudos galegos que operan na cidade porteña. Esta cátedra está dirixida por Manuel Rivas xunto con dous activos membros da colectividade galega: o historiador Ruy Farías na dirección académica e de investigación; e a xornalista Debora Campos na dirección executiva. En Bos Aires xa funcionaban outras dúas cátedras, a Alfonso R. Castelao na Universidade de Bos Aires e a Cátedra de Estudos Galegos de La Plata. Esta cátedra, que forma parte do programa Lectura Mundi desta universidade, pretende ser “un espazo de reflexión crítica, investigación e difusión da cultura, a historia e a realidade de Galiza, tanto da ‘metropolitana’ como daquela outra esparexida polo mundo, especialmente a que se desenvolveu ou a que tivo contacto coa Arxentin, historicamente o maior destino mundial da emigración galega”.  Para isto, levará adiante distintas actividades durante todo o ano, que contemplan a investigación, a xestación e difusión de eventos artísticos e intelectuais e o intercambio con outras institucións culturais e de estudos galegos, tanto no país como noutros puntos do planeta […]».

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